O Hospital de Campanha instalado em Roraima é o único lugar, um pouco mais decente, onde os Yanomami recebem atendimento. É tão precária a situação e tão urgentes as providências, que faz dó para descer aos detalhes. O maior problema é a água potável. Os rios contaminados seguem espalhando as doenças, por fora e para dentro do corpo. Como não tomar banho? Ou cozinhar? Ou matar a sede? As contribuições de alimentos chegam. Precisam ser não perecíveis. Chegam muitos enlatados, mais resistentes aos lançamentos dos paraquedas. A imensa maioria do que chega precisa de reunião com os indígenas para ensinar como usar. São itens desconhecidos por eles. Nunca vistos para a grande maioria. Uma tarefa que necessita de humanidade, compaixão, solidariedade e humildade sobretudo.