Muitas autoridades brasileiras têm conhecimento do que acontece na região de Roraima. Já foi retratada belissimamente em recente novela da Globo. Garimpos, aviões, diamantes, mortes. Compradores de pedras que lavavam o dinheiro em bancos europeus. Outro dia o deputado e ex-ministro da Justiça do Brasil, Aldo Rebelo, contou, numa palestra no Pará, de sua ida à região Yanomami, tempos atrás, essa mesma, cujas imagens da subnutrição espantam o mundo. Segundo Rebelo, ao chegar a uma das aldeias, são mais de 380, e deparar com a situação precária dos indígenas, questionou a moça de uma ONG que fazia atendimento na aldeia. Aldo quis saber porque não havia alimentação e remédios adequados. Ouviu como resposta que “não podiam alterar a cultura dos povos indígenas”. Exatamente isso. Ah, e ao então coronel, hoje General Villas Boas, que o acompanhava, não foi permitida a entrada naquela parte da aldeia. E assim, historicamente, as providências vão sendo deixadas de lado. De vez em quando todos acordam.