Prudência às vezes cai bem

Para faltar à cúpula dos chefes de Estado da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), nesta terça-feira, em Buenos Aires, Nicolás Maduro não economizou no verbo. Alegou “um plano elaborado pela direita neofascista, cujo objetivo era levar a cabo uma série de agressões” contra a delegação venezuelana por ele encabeçada, segundo um comunicado distribuído pelo governo da Venezuela. A oposição argentina, que havia questionado duramente a presença de Maduro no encontro, comemorou. “Seus amigos kirchneristas não puderam garantir a impunidade que ele necessitava para mover-se tranquilamente pelo país. Aqui a justiça funciona”, disse o deputado Mario Negri, da oposição. Como se sabe, a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi condenada a seis anos de prisão por corrupção, e o presidente Alberto Fernández não se tem cansado de investir para submeter a alta cúpula do judiciário argentino. Maduro julgou mais prudente permanecer em Caracas.

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