Flávio Dino precisa descer do palanque e ajudar, de fato, os Yanomami

A morte de 570 crianças Yanomami, sem contar ainda os adultos, está comovendo o mundo inteiro. O Exército Brasileiro montou na área um hospital de campanha para socorrer os que estão em estado mais grave. Mas a causa principal da tragédia está instalada na área, armada até os dentes, derramando mercúrio nos rios e tornando a água impossível de ser consumida pelos indígenas e moradores ribeirinhos. O principal item solicitado pelos que ajudam nessa tragédia é água potável. Acreditem, água potável. Como uma região banhada por rios caudalosos não possui água pronta para o consumo? Porque os garimpeiros ilegais espalhados por toda a região não foram incomodados. Continuam onde sempre estiveram, fazendo o serviço sujo, desmatando áreas, ameaçando os moradores, e vão resistir enquanto não houver uma ação dura do Ministério da Justiça que os obrigue a deixarem as áreas indígenas ocupadas por eles. Não são garimpeiros coitadinhos. São protegidos por empresas mineradoras, políticos, policiais e seguranças. É obrigação do Ministro da Justiça coordenar uma ação na região. Pois, se não o fizer, passada a comoção, os Yanomami e outras etnias continuarão sob o tacão dos garimpeiros. É bom lembrar que os governos Lula e Dilma já foram acusados de desleixo com os mesmos indígenas, ameaçados inclusive por uma CPI.

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