Prova de fogo-Chumbo quente

O governo Lula e os ministros, Flávio Dino, da Justiça, e Rui Costa, da Casa Civil, enfrentam o grande primeiro desafio do governo e aquele que parece ser o mais estratégico, enquadrar e operacionalizar a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. Na expressão popular foi “passado um rodo”. Dino trocou 26 superintendentes da PRF. Sobrou apenas o do Piauí. Costa exonerou 18 diretores da PF. Não é novidade para ninguém que o ex-presidente tem apoiadores leais nas duas instituições. Todos lembram da nefasta operação da PRF no segundo turno das eleições e o comandante bolsonarista raiz da instituição, naquela época, premiado por Bolsonaro com uma aposentadoria precoce e milionária. Na PF, onde o bolsonarismo é forte, mas encontra resistência, Rui Costa decidiu apostar nas mulheres, nove delegadas. Ou seja, exatamente 50% dos novos diretores. Um dos nomes que se destaca, no novo desenho da PF, é o do delegado Leandro Almada da Costa, que já investigou o assassinato da vereadora Marielle Franco e vai comandar a Polícia Federal no Rio.

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