A escolha do general Braga Netto para vice-presidente na chapa de Bolsonaro à reeleição foi o primeiro sinal da conspiração hoje escancarada. O ex-mandatário preteriu nomes bem mais conhecidos de políticos para ter um general do seu esquema militar como vice. Era o sinal claro da possibilidade golpista em caso de derrota. Conspirador notório, após as eleições Braga Netto alimentava os seguidores radicais de esperanças golpistas todos os dias. Chegou a montar um bunker no Lago Sul de Brasília para urdir suas tramas. Hoje, está desaparecido, submergiu, mas não adianta se esconder, pois as investigações, embora sob severo sigilo, já chegaram nele. Provas não faltam. Ao contrário, abundam. Nas últimas horas ele complicou o PL. Foi na sede do partido que ele comandou toda a conspiração. O presidente do partido está preocupado e sabe que o PL pode também sofrer punições.