A carapuça espera voluntários

O Comando Militar do Planalto (Exército) abriu um Inquérito Policial Militar-IPM e está investigando o coronel da reserva Adriano Camargo Testoni. Ele já sofreu uma punição; foi demitido do cargo que ocupava no Hospital das Forças Armadas, em Brasília. Em vídeo, que circula nas redes sociais, Testoni xinga oficiais superiores e o próprio Exército durante o ato extremista, em Brasília. Consciente das implicações, gravou um pedido de desculpas, daqueles que a gente conhece. O IPM não se refere à participação do coronel nos atos promovidos pela extrema-direita, mas às ofensas. É um bom começo, mas ainda insuficiente diante da gravidade do que aconteceu. Uma tentativa de golpe, como bem disse o ministro da Justiça. Punir o coronel da reserva é uma resposta, ainda que tímida, sobre o papel lastimável que militares representaram nesse episódio. O silêncio das Forças Armadas é constrangedor e comprometedor. Não são ilações vagas, o número de vídeos que circulam nas redes sociais mostrando apoio, cumplicidade e, inclusive, proteção aos terroristas exige uma resposta mais contundente. O presidente Lula, sempre tão conciliador, foi taxativo, as Forças Armadas não são “poder moderador” como pensam que são. E mais, têm que defender o povo e a soberania nacional e não fazer política.

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