A questão indígena e a bomba prestes a explodir

A nomeação da deputada indígena Joênia Wapichana para presidir a Funai tem sido vista por inúmeros juristas como um ato de jogar gasolina na fogueira, praticado pelo novo governo. Isto porque enquanto tramita no STF sob a relatoria do Ministro Edson Fachin um processo que está afetado com repercussão geral e ordem de suspensão em todo o país de todas as ações possessórias contra invasões praticadas por indígenas, o que, na prática, é um cheque em branco para indígenas invadirem propriedades, o clima no Brasil está, literalmente, beirando o caos. No Sul da Bahia, por exemplo, os indígenas vêm invadindo fazendas totalmente fora de poligonais de demarcações indígenas, causando pânico, queimando casas, matando gado e destruindo plantações, sem falar na violência e ameaças, pois eles chegam, literalmente, tocando o terror, e nem a justiça mais defere liminar. Há algum tempo, o juiz federal de Eunápolis deferiu uma liminar num destes casos e o Ministro Fachin suspendeu imediatamente, com isto, o referido magistrado parou de deferir as liminares possessórias. Agora, com a presidência da Funai sob a batuta de uma pessoa não isenta sobre o tema, o que se vislumbra é que a qualquer instante a bomba explode, e apenas o STF pode fazer alguma coisa para não deixar essa bomba explodir e deixar a justiça fazer valer os direitos dos proprietários.

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