A sina miliciana do Rio de Janeiro

Não por acaso o Rio de Janeiro oferece ao governo Lula uma ministra visceralmente ligada às milícias. Se o caso for tratado com a seriedade devida, só restará a ela o caminho de casa. As evidências, para usar uma palavra da moda, são robustas. A frente montada para eleger Lula é obrigatoriamente ampla, mas não a ponto de incluir o crime organizado; tão organizado que já é uma das forças políticas do estado do Rio de Janeiro. Essa força, unida aos pastores da teologia do lucro fácil, explica muito sobre a qualidade de prefeitos, governadores e bancadas federais e estaduais eleitos recentemente. Com ramificações no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, as milícias ascendem a olhos vistos e caminham para a hegemonia enquanto o estado sangra. Nada mais atual do que o livro República das Milícias – do Esquadrão da Morte à Era Bolsonaro, de Bruno Paes Manso (Ed. Todavia/2020) uma leitura fundamental para entender a trança, que ao longo dos anos, irmanou e igualou política e banditismo; com os resultados tão bem conhecidos.

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