Na Bahia, depois de muita expectativa quanto aos nomes que irão compor o secretariado do novo governo, o consenso entre os analistas é que a safra de secretários de Jerônimo será (muito) pior que a que agora se encerra. E não é que Rui Costa tenha tido um secretariado exemplar; salvo poucos nomes como André Curvelo, Manoel Vitório, Marcus Cavalcanti e Fábio Vilas-Boas, os demais não deixaram as suas marcas. Porém, Jerônimo não é Rui, que compensava as deficiências dos seus assessores caindo pra dentro da gestão. O governador eleito não possui essa pegada executiva e deveria apresentar um time de secretários muito mais competente, possuidor de inteligência própria e capaz de formular e executar projetos. Na ausência desses na equipe anunciada, vislumbram-se enormes dificuldades para o novo governador em imprimir a sua marca para além do legado de obras iniciadas que herdará do seu antecessor no primeiro ano de governo. O futuro é sombrio.