Uma grife e um Axé para o novo governo

Assim como Gilberto Gil, Margareth Menezes no Ministério da Cultura é um símbolo para o mundo. Uma forma do novo governo dizer a que veio. Mas nas sombras, nas conversas de pé de ouvido, nas notinhas maldosas, aquela turma que traz a crítica como esporte de alto rendimento enxerga em Margareth uma artista pouco conhecida internacionalmente, regional e inexperiente para uma gestão desafiadora. Afinal, Bolsonaro e seus comparsas destruíram um belo, eficiente e autossustentável mercado cultural desenvolvido por Gil e sua equipe. Nada mais enganoso. Margareth é reconhecida mundialmente desde 1994, quando correu o mundo com o cantor e compositor escocês-norte-americano David Byrne, na época um dos mais influentes e bem-sucedidos artistas da chamada Word Music. E desde então a agenda dela é mais internacional do que nacional e incluiu um circuito de alta qualidade. Voltando ao ministério, para calar a boca dos falastrões, Margareth terá ao seu lado uma competente equipe e conselheiros que durante as gestões do PT desenvolveram algumas das melhores políticas públicas voltadas para as artes já vistas no Brasil, com destaque para o Cinema; que os ressentidos do atual governo destruíram com prazer. Se conseguir se adaptar às limitações da burocracia estatal, às negociações políticas e ao permanente monitoramento da Imprensa, Margareth tem tudo para fazer um excelente trabalho e trazer novas energias para o governo que se inicia.

Os comentários estão encerrados.

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑