Ontem, o ministro Edson Fachin e o ministro Alexandre de Moraes tomaram posse, respectivamente, na presidência e vice-presidência do STF. Ao ato compareceram o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente do Senado, o presidente da Câmara, ministros, presidentes dos demais tribunais superiores, governadores, senadores, deputados federais e demais autoridades. O pronunciamento da ministra Cármen Lúcia mereceu aplausos e foi um dos destaques. Igualmente o ministro Fachin. Agora, um fato foi observado: o STF só tem uma mulher. Mas ocorre que no STM tem uma outra mulher, Maria Elizabeth Rocha, e tudo indica que logo após a aposentadoria do ministro Luís Barroso, que vai fazer um retiro espiritual, o governo possa nomear uma segunda mulher para o STF.
Abnegação de Wagner
O líder do governo no Congresso Nacional, o senador do PT da Bahia Jaques Wagner, após se submeter a uma segunda cirurgia no pé, tem circulado de cadeira de rodas pelo Congresso Nacional. O fato mostra bem como ele atua politicamente. Mesmo com dificuldades, comparece a Brasília de cadeira de rodas, o que chama a atenção dos seus colegas, merecendo elogios.
Bolsonaristas continuam agitados diante dos últimos reveses
Ontem, em Brasília, um fato era observado: os bolsonaristas estão preocupados e sem rumo do que fazer. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não sabe o que quer nem para onde vai. O filho de Bolsonaro, Eduardo, que diz que será candidato, está em situação complicadíssima. A verdade é que o bolsonarismo já não empolga no Congresso Nacional, pelo contrário, todos querem uma solução imediata e o governador do Paraná, Ratinho Jr., continua mantendo contatos diários com vários partidos do Centrão.
Haddad continua circulando e Tebet faturando
Enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem encontrado dificuldades nas suas gestões junto ao Congresso Nacional, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, é recebida de tapete vermelho quando vai ao Congresso Nacional. Habilidosa, virou a preferida do governo Lula na área de economia.
MEC insiste em destruir a formação médica
A posição do MEC sobre o novo currículo de medicina é um escárnio. Ignora entidades médicas, despreza a qualidade da formação e afronta a sociedade. Ao tentar impor mudanças sem diálogo, o ministério coloca em risco a saúde pública. O CFM acertou ao se recusar a homologar essa aberração educacional irresponsável.
Fábrica de diplomas: fraude escandalosa na abertura de escolas médicas
Está em curso uma verdadeira quadrilha educacional. Novas escolas médicas são autorizadas a funcionar com base em fraudes sobre vagas de estágio em hospitais públicos, já abarrotados de estudantes. Governos estaduais e municipais atuam como cúmplices, avalizando mentiras que destroem a formação médica. É um crime contra a saúde pública. Estão produzindo médicos sem preparo, condenando pacientes à morte anunciada. E o MEC segue de olhos fechados.
Deselegância
O governador de Brasília, Ibaneis Rocha, tem se notabilizado pela sua deselegância, já que não comparece a nenhum ato da área federal. Até hoje tem um ranço por ter sido um dos responsáveis pelo badernaço de 8 de janeiro.
Colégios estaduais do centro de Salvador perdem alunos e identidade
Os tradicionais colégios estaduais do centro de Salvador entraram em colapso silencioso. Com a municipalização do ensino fundamental, a migração populacional para a periferia e o sucateamento das estruturas, essas unidades históricas vêm perdendo alunos e relevância. O Odorico Tavares fechou com menos de 10% da capacidade ocupada. A falta de visão e de investimentos tem acelerado o esvaziamento, comprometendo a função histórica desses espaços.
Destino útil para colégios esvaziados no centro de Salvador
Não faz sentido manter prédios imensos e subutilizados no coração da cidade. Esses colégios, esvaziados pela queda de matrículas, podem ganhar novas funções estratégicas: centros culturais, escolas técnicas, polos de formação profissional ou unidades de saúde. Preservar a arquitetura e dar uso social é a saída para evitar a decadência completa. O centro precisa de vitalidade, e esses espaços são oportunidades concretas.
Política com Polícia
Após um longo período de trégua, os principais candidatos à Presidência da República colocaram seus efetivos na rua para tentar emplacar a narrativa de que combatem o crime organizado.
Política com Polícia II
Em São Paulo, Lula e Tarcísio lançaram operações no mesmo dia para combater devedores contumazes que, para ganharem destaque na mídia nacional, receberam o rótulo de membros de uma famosa facção paulista, da qual o próprio Ministério Público Paulista já admitiu que não fazem parte.
Política com Polícia III
Em Minas, uma operação no setor de mineração realizada pela Polícia Federal teve nos bastidores dois objetivos: 1. Desestabilizar apoiadores do governador Romeu Zema, que é pré-candidato à Presidência da República; e 2. Aniquilar empresários que desafiaram o Ministro Alexandre Silveira. Em resposta à operação, o governo mineiro deflagrou a Operação Fidelis, que tinha como alvo redutos tradicionais do PT no estado e membros de uma conhecida facção do crime carioca, a maioria residente em “resorts do crime” ainda protegidos pelo STF.