O sonho de ser governador da Bahia virou pesadelo. ACM Neto já não esconde de ninguém a sua angústia. Já revelou aos mais próximos que a saída no “day after” das eleições será o “Aeroporto 2 de Julho”. Quando se refere à viagem aérea que pretende fazer, ele se esquece até que o nome oficial do terminal aéreo foi alterado para homenagear seu tio Luís Eduardo Magalhães. E a viagem será internacional. Quer ficar longe de Salvador, da Bahia, de Brasília e do Brasil. Vai realizar o plano que anunciou quando deixasse a prefeitura: ir para Londres estudar inglês por seis meses. Mas parece que o autoexílio teve o prazo ampliado. Será de, no mínimo, dois anos. É possível que decida voltar para a disputa da prefeitura de Salvador em 2024, se ainda tiver aspirações políticas. A desolação é tão grande que o baixinho vai tentar se curar com terapeutas ingleses, quiçá indianos. Deus ajude que alguém consiga abrir seus olhos e coração para a indispensável virtude chamada humildade.
Tiro de misericórdia
Os 50 tiros (e granadas???) desferidos pelo ex-deputado Roberto Jefferson contra policiais federais atingiram o coração da campanha de reeleição. O QG colapsou e dividiu-se, tornando ainda mais caótica uma semana ruim. Numa tacada, o presidente desmoralizou a PF, onde tem apoiadores mais ou menos explícitos, e rebaixou o ministro da Justiça à condição de advogado de porta de cadeia. Quem presta atenção aos movimentos do presidente e de Roberto Jefferson pode estar estarrecido, mas não surpreso. Alguns comentaristas aventaram a hipótese de que Roberto Jefferson queria ser morto pela PF e transformar-se em mártir. Puro delírio. Oportunistas não morrem por nenhum tipo de causa. Bolsonaro, por sua vez, após publicar que Jefferson era vítima de processos sem base real; encerrou os comentários sobre o caso chamando-o de bandido e mentindo, como de costume, ao dizer ter determinado ao constrangido ministro da Justiça a prisão do aliado. Abandonou o ex-deputado como já fez com muitos de seus comparsas. É bom que se cuide porque os dois filhos do agora preso já lançaram ameaças. Quem lembra do “Mensalão” sabe do poder de fogo de Jefferson. A essa altura, aqueles indecisos verdadeiros, poucos na realidade, pularam do barco, restando apenas a raiz desse movimento perverso, doentio, raivoso. Movimento do qual Roberto Jefferson é um produto. Aliás, ele já merecia a pecha de marginal antes de sua aliança com Bolsonaro. Sem escrúpulos e sem mandato, viu na extrema-direita sua chance de um retorno triunfal, como outros bolsonaristas de ocasião. Talvez tenha exagerado na dose ou compreendido de forma enviesada as instruções de sua nova liderança, ao planejar uma última ação desesperada em busca de uma tábua de salvação no embate, já perdido, com a Justiça.
Escárnio
Roberto Jefferson, não satisfeito com a operação Capitólio Tabajara em Levy Gasparian, voltou a ofender a Ministra Cármen Lúcia, do STF e TSE, desta vez em pleno juízo durante sua audiência de custódia, afirmando que a magistrada age pior que as prostitutas: “Quero pedir desculpas às prostitutas pela má comparação, porque o papel dela foi muito pior, com objetivos ideológicos. As outras fazem por necessidade”. Seu cinismo não tem precedentes, assim como a conduta de sua filha Cristiane Brasil, que, seguindo o mesmo (des) caminho do pai, abre suas redes para a milícia digital que espalha odiosas fake news com as maiores baixarias sobre o processo eleitoral. Cadeia para os dois.
Armando o golpe Tabajara
Os bolsonaristas estão desesperados para criar um factoide às vésperas das eleições. Tentaram com a mal sucedida operação de Jefferson em atacar violentamente agentes federais, fazendo com que a rejeição de Bolsonaro subisse três pontos percentuais, quando estava numa curva decrescente. Se era para se fazer de vítima das circunstâncias, Bob Jeff, como é chamado nas redes sociais, deu um tiro mortal na campanha de reeleição do seu aliado. Agora, inventaram um suposto esquema entre o TSE, rádios nordestinas e o PT para prejudicar o horário eleitoral de Bolsonaro em algumas regiões. Querem crise. Querem desviar o foco. Lula não precisa de esquema em rádio no interior do país para vencer no Nordeste brasileiro, onde é líder imbatível com 70% dos votos.
Bug na Latam
O Bug geral na Latam impede a compra de passagens no site e por telefone, usando milhas. Os funcionários, perdidos, chegam a desligar o telefone na cara dos clientes. Nem por WhatsApp se consegue finalizar a compra, mesmo com a ajuda do suporte técnico. Uma jornalista de Brasília tenta emitir um bilhete há 4 dias, usando todos os canais, e não consegue. Todos sabem que o preço das passagens aéreas no Brasil é um escândalo. Milhas, nem se fala, chega a mais de 200 mil milhas, uma passagem, ida e volta, São Paulo-Brasília. Já passou da hora do Congresso colocar ordem nesta cozinha, que vem cozinhando os homens das leis, e desrespeitando os passageiros como bem entendem.
Ações do BB e Petrobras desabam com tensão política
O mercado financeiro continua em peso na torcida para a decisão da eleição de domingo. Desde o último final de semana, nomes importantes do setor têm trocado mensagens por WhatsApp, as quais, em geral, reproduzem temores até que a solução presidencial seja encontrada. Ontem, o grande assunto foi a queda de cerca de 10% da cotação das ações do Banco do Brasil e da Petrobras, movimento atribuído ao caso Roberto Jefferson, que no domingo resistiu à prisão e atirou contra os policiais federais. Juntos, Banco do Brasil e Petrobras perderam em um único dia quase R$65 bilhões em valor de mercado.
Ex-tesoureiro do PT faz dossiê para municiar partido contra Moro e Dallagnol no Congresso
O ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, trabalha desde novembro do ano passado na produção de um dossiê sobre a Lava Jato para municiar parlamentares petistas contra o ex-juiz Sérgio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol, o primeiro eleito senador e o segundo, deputado federal, que vão assumir cargos no Congresso em 2023. Os dados fulminam tanto um quanto o outro e mostram que os dois operaram politicamente.
Mais uma mulher se destaca no milionário mundo dos negócios
A presidente mundial da GM, Mary Barra, está se consolidando como uma das executivas de melhor desempenho na indústria automobilística. O novo balanço divulgado pela empresa reforça que a estratégia de diversificação dos negócios, redução de custos e foco em inovações tem trazido resultados excelentes. No terceiro trimestre, a montadora lucrou US$3,3 bilhões, o que corresponde a uma expansão de quase 45% na comparação anual. Foram vendidos 1,55 bilhão de veículos no período, com alta de quase 18%.
A traição de Neto a Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL) era o único do clã ainda confiante na possibilidade de um gesto de simpatia de ACM Neto pela reeleição do pai. “O que os olhos não veem, o coração não sente”. O velho provérbio mantinha acessa as esperanças do número 1. Na última segunda-feira, em seu gabinete no Senado Federal, no entanto, ele sentiu a punhalada. Chegaram às suas mãos as propagandas do ex-prefeito de Salvador associadas a Lula e as notícias da veemente rejeição do baixinho ao uso de sua foto na divulgação de comício bolsonarista nesta quarta-feira, em Porto Seguro. Flávio sentiu o gosto acre da traição. Foi ele quem convencera o pai a dedicar palavras carinhosas ao neto do Cabeça Branca durante a Super Live, no sábado, dia 22. Se deu mal ao acreditar no baixinho, que é contumaz na traição e em acender uma vela pra Deus e outra pro diabo.
A hora da verdade para Lula
Se deixar o bom mocismo de lado e atacar com o farto material que tem nas mãos, Lula pode decidir o destino do seu opositor no último debate, às vésperas do segundo turno. A começar listando as declarações racistas que o atual presidente distribuiu sem medo ou pudor. Disse que um quilombola tinha arrobas de peso, tratando-o como um animal; e que o quilombola, de tão preguiçoso, nem mesmo conseguiria procriar. Encheu a boca para dizer que um filho seu jamais casaria com uma mulher negra, por ter sido bem-educado. Sobrou também para as mulheres que devem ganhar menos porque engravidam. E todos lembram da frase definitiva atirada contra a deputada Maria do Rosário (PT-RS) “não te estupro porque você merece”. Que seria completada pelo mais recente “pintou um clima”, ao se referir a meninas venezuelanas que se arrumavam para ir ao culto. Com relação aos gays, definiu a questão como “falta de porrada”. É difícil imaginar que negros, mulheres e gays votem em tal personagem. Mas eles existem, provavelmente tomados por um espírito suicida. Mas Lula não precisa de muito, uma linha do tempo, como brilhantemente a Globo News exibiu, quando o presidente tentou se desvencilhar de um dos seus aliados mais fiéis, é suficiente. A equipe de Lula acha que no último debate da Globo esta semana, ele deve revelar tudo.
Dois ases da cirurgia cardíaca e da música brasileira vão ter um encontro imperdível
No dia 3 de novembro, no hotel Rosewood, em São Paulo, a Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia vai promover um jantar quando o famoso cardiologista Roberto Kalil Filho, diretor clínico do Instituto do Coração, vai mostrar outro lado brilhante seu. Ele é saxofonista e participará do show com o mestre Gilberto Gil. “Além de ser um dos melhores artistas da história deste país, Gil é um amigo querido. Aprendi a tocar sax com duas canções dele, ‘A Paz’ e ‘Se eu quiser falar com Deus’m que terei a honra de tocar com ele”. Os ingressos estão totalmente esgotados, mas o espetáculo é imperdível e será inesquecível.
Sarney declara voto em Lula
O ex-presidente José Sarney acaba de declarar voto em Lula no próximo domingo. Assim ele define este pleito: “No próximo domingo, o eleitor decidirá se vota pelo fim da democracia ou por sua restauração. Esse voto não é para quatro anos de governo, é um voto para o destino do Brasil”.