Desventuras à vista

O presidente Lula não vai ter vida fácil na sua próxima viagem a Lisboa. O deputado português André Ventura, do partido Chega, de extrema-direita e que constitui a terceira força política do país, promete uma grande manifestação contra a presença de Lula. O presidente brasileiro foi convidado pelo governo português a discursar no parlamento no dia 25 de abril, data que marca os 49 anos da Revolução dos Cravos e a queda da ditadura naquele país. Ventura já está em contato com a comunidade brasileira em Portugal para organizar uma manifestação em torno da Assembleia da República.

Efeito Orlof de volta

A taxação das exportações de petróleo bruto por quatro meses, saída encontrada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para aumentar as receitas oriundas dos combustíveis, lembra as manobras semelhantes efetuadas em países como a Argentina, com péssimos resultados conhecidos. Na época de Cristina Kirchner, o governo argentino sobretaxou as exportações de carne e viveu um duro embate com o setor agropecuário. Interferências dessa ordem no setor produtivo – a medida afeta a Petrobras e outras petroleiras privadas – tendem a ser mantidas ao longo do tempo e acabam por contribuir para desorganizar toda a cadeia produtiva.

Rui Costa assume o comando da agência de espiões do governo

O ex-governador da Bahia, Rui Costa, atual chefe da Casa Civil da presidência da República, desde ontem é o chefe dos espiões da agência do governo, a Abin. Isso mostra a força dele junto ao presidente Lula. Diga-se de passagem que era tudo que Rui queria. 

O silêncio constrangedor dos donos das maiores vinícolas do país

Aurora, Salton e cooperativa Garibaldi estão entre as maiores vinícolas do Brasil. Por isso mesmo é constrangedor o silêncio delas sobre os trabalhadores escravizados encontrados em suas empresas. As manifestações até agora foram ridículas. E só pioram. Deixaram para o vereador Sandro Fantinel de Caxias do Sul fazer um pronunciamento xenofóbico, preconceituoso e racista quando chamou os baianos de sujos, preguiçosos, e incitou os empresários do Rio Grande do Sul a não contratarem mais “aquela gente lá de cima”, se referindo aos nordestinos de maneira geral. Aliás, o Rio Grande do Sul parece ser o celeiro de gente com esse pensamento grave de que eles, os gaúchos, são branquinhos, limpinhos e ricos.

Pobre vereador de Caxias

Palavras preconceituosas, xenófobas contra o povo baiano mostram a pobreza que deve ser a vida desse Sandro Fantinel. Coitado! Não conhece a Bahia! Não conhece a alegria que a Bahia empresta ao mundo. Porque é para a Bahia que vão os italianos, os franceses, os alemães, os ingleses, os americanos do Sul e do Norte. É pra onde nós, a imensa maioria do povo brasileiro, quer ir. Só a Bahia tem “um jeito”. E atrás dele vamos nós. Menos o Fantinel, coitado! Esse fica no Rio Grande Sul mesmo, remoendo seu preconceito e sua inveja da Bahia. E faz par com ele o deputado Maurício Marcon, Podemos-RS, que também já destilou seu ódio ao povo baiano. Disse que na Bahia tudo é sujo, pichado, pobre e justificou que fazia uma “crítica positiva”, porque quem sabe, alertado por ele, a Bahia poderia melhorar. Gente preconceituosa e cruel.

CNBB proíbe consumo de vinhos das três vinícolas e Patriota expulsa vereador

A CNBB proibiu que as igrejas católicas usem vinhos fabricados nas três vinícolas criminosas. O partido Patriota expulsou ontem o estúpido vereador.

Simone Tebet tenta sair das cordas e sobreviver no governo

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, se manifestou, ontem, depois da reoneração parcial da gasolina e do etanol por, pelo menos, quatro meses. Embora não tenha participado das reuniões com equipe econômica e nem feito parte das decisões, saiu em defesa da solução encontrada depois do impasse político e econômico dentro do governo. Afirmou que o governo demonstrou ter compromissos com a segurança jurídica, com a previsibilidade e com a estabilidade. E ainda que vai ser importante para a próxima reunião do COPOM. Foi ouvida. Pelo menos pela imprensa.

No bolso um tantão assim…

Trabalho um tiquinho assim… A licença pela inversão da música ‘Lamento da Lavadeira’, de Dudu Nobre, se dá pela novidade aprovada no Senado Federal. Os senadores só vão trabalhar terça, quarta e quinta-feira. Sempre após as 14 horas. E na última semana de cada mês, a pauta será “tranquila”. Ou seja, poderão se ausentar e fazer trabalho remoto. Pois é. Os salários dos senadores, a partir de abril, serão de R$ 41,6 mil. E o auxílio moradia será entre R$ 5,5 mil, podendo chegar a R$ 9 mil. Tudo aprovado e combinado com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

O rombo bilionário das Americanas beneficia baiana Novonor, ex-Odebrecht

Em meio à feroz briga contra as Americanas, os maiores bancos do país rolaram, de novo, a dívida de mais de R$ 14 bilhões da Novonor (ex-Odebrecht e em recuperação judicial), vencida no fim de janeiro. O prazo dado foi de mais 60 dias, igual ao oferecido à construtora na negociação anterior, em novembro. Já com a Americanas, os bancos continuam sem acordo. A extensão de prazo para a Novonor acontece em meio às mudanças no comando do grupo e do governo, que dificultaram o fechamento da venda da fatia que detém na Braskem, seu principal ativo.

A Braskem sofre e entrou em espera

As ações da Braskem foram dadas como garantia em troca desse empréstimo feito pelos bancos ao então Grupo Odebrecht, por décadas. Elas seriam usadas para pagar essa dívida. A Petrobras, controlada pelo União, é o outro acionista. Com a troca de governo as conversas para vender a petroquímica esfriaram.

Os mesmos bancos credores 

Os bancos credores são Bradesco, Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Santander e BNDES. Os mesmo das Americanas. Eles bateram o martelo na concessão de mais prazo na segunda-feira, dia 20. A dívida é atrelada ao CDI, ou seja, acompanha a Selic. 

Valdemar diz não a Bolsonaro

Mesmo com as contas desbloqueadas na semana passada, o PL não pagará salário a Jair Bolsonaro nos Estados Unidos. Valdemar Costa Neto não mudou de opinião sobre pagamento ao ex-presidente, ele só passar a receber quando voltar ao Brasil. A promessa do PL é pagar um salário de R$41.650,92. Enquanto Bolsonaro estiver passeando nos Estados Unidos, não verá a cor do dinheiro. 

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