O cartel é um acordo de cooperação entre empresas que buscam controlar um mercado, determinando os preços e limitando a concorrência. No caso da ação da Rede D’Or São Luiz na Bahia, as empresas hospitalares pertencem ao mesmo conglomerado econômico. Usando estratégia de registrá-las com nomes diversos (as notas fiscais do Hospital Aliança saem em nome de um certo “Hospital Esperança”) tentam dissimular a elevada concentração de leitos hospitalares da saúde suplementar em um único grupo econômico. Na Bahia, já estão nas mãos da Rede Dourada quatro dos maiores Hospitais: São Rafael, Aliança, Cardiopulmonar e Aeroporto. Fora clínicas de oncologia. Os médicos, planos de saúde, fornecedores e os pacientes estão sofrendo na pele as consequências dessa absurda concentração econômica. Pergunta-se onde está o Ministério Público que assiste passivamente à instalação desse oligopólio?
Afilhado ameaçado
O deputado federal Elmar Nascimento (UB) admitiu em entrevista à Folha que errou ao permitir a indicação de seu nome para compor o ministério de Lula. Só lhe rendeu desgaste público pela fritura e o veto sofrido dos adversários petistas da Bahia. Como consolo manteve sob seu controle a presidência da Codevasf. O seu afilhado, no entanto, está ameaçado. Pelos cálculos que vem fazendo Jaques Wagner, o minguado apoio do União Brasil ao governo de Lula não compensa o estratégico cargo da Codevasf que tem orçamento de R$ 4 bilhões.
Elmar quer muito mais
O líder do UB na Câmara dos Deputados, o baiano Elmar Nascimento, quer muito mais do que a presidência da Codevasf. Extremamente habilidoso, já mandou recado para Lula. O União Brasil nunca fecha em bloco, mas ele, Elmar, tem condignos de dar maioria ao novo presidente da República. Tem que ser agraciado pelo favor.
Lula e seus absurdos. Entrega um órgão de bilhões a um sindicalista
Acredite quem quiser, José Luiz, um jovem sindicalista, foi escolhido por Lula para comandar a seguradora do Banco do Brasil, que abriga mais de 200 mil funcionários no maior banco do país. O jovem jamais dirigiu algo, mas tudo leva a crer que é afilhado da presidente nacional do partido, a deputada federal Gleisi Hoffmann.
Brilhantes das arábias e joias de Bolsonaro vão a leilão
Como entraram de contrabando no Brasil, os brilhantes de Michelle e as armas e joias de Bolsonaro vão a leilão na Caixa Econômica Federal. Bolsonaro guardou as dele em casa. Quando explodiu o escândalo, ele levou para o Palácio, mas, se depender do Tribunal de Contas da União, da Receita Federal e da Polícia Federal, todas as joias vão a leilão e as armas vão ficar para a PF.
Registro
O que se perguntava ontem em Brasília: o casamento de Valdemar Costa Neto e Michelle Bolsonaro é só político?
Desrespeito não vai solucionar os juros do país
O presidente Lula resolveu atacar a jornalista Miriam Leitão por causa de seus artigos, diga-se, aliás, bastante lúcidos sobre a condução do governo na economia. Foi grosseiro, intransigente, deselegante, e mostrou, que não sabe distinguir entre a análise de uma jornalista e as incompetências de sua equipe. Lula está irritado. Mal-humorado. Mas deveria voltar esse mau humor para sua equipe, que bate cabeça, faz insultos públicos entre si, e não sabe o que fazer diante do tal “arcabouço fiscal” de Haddad e a queda de braço com Gleisi Hoffmann e Mercadante do BNDES. Lula está irritado porque não sabe nada de economia. Nunca quis aprender. Haddad também não sabe, dito por ele próprio. Lula bancou Haddad e agora a culpa é da Miriam Leitão? Caro presidente, Miriam sabe mais de economia que o senhor, Haddad e sua equipe econômica juntos. Não adianta matar o mensageiro. Isso o senhor já deveria saber.
Vamos a la China
A Bahia foi determinante para a vitória de Lula. A enxurrada de votos conquistados no quarto colégio eleitoral abriu uma vantagem que Bolsonaro não conseguiu superar. Parece que isso está habilitando os petistas e aliados baianos a formarem a maior comitiva estadual a acompanhar a visita presidencial à China. Governador, senadores, deputados e quejandos formam o bloco da baianada. Só esqueceram de explicar ao povo baiano como fica a segurança pública no estado onde mais se mata gente e, pelo jeito, está entregue ao crime organizado.
Os Bolsonaros se dissolvem
Virou uma confusão na família dos Bolsonaros. O ex-presidente, Michelle, os filhos, cada uma diz uma coisa, que não bate com o dito pelo outro. Ontem foi a festa do PL para Michelle. Apareceu um Bolsonaro choroso, numa transmissão ao vivo, num telão. Uma figura quase lamentável, explicou que não poderia estar presente. Mas o porquê de não poder não foi explicado. Houve parabéns, já que era aniversário dele, puxado por Michelle, que continua fazendo o papel de coquete, querendo parecer ingênua. E a plateia recheada por evangélicos estava menos efusiva que nos outros encontros.
Muitas ausências
Do PL, o senador Flávio Bolsonaro não compareceu. A melhor amiga, Damares Alves, se foi, ficou discreta, tipo meio escondida. Celina Leão usou a desculpa de ser de outro partido e também não foi vista. Os filhos de Bolsonaro travam uma queda de braço com Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Não querem Michelle se escalando para a política, lugar reservado a eles, em seus entendimentos. Valdemar vai fazendo ouvidos moucos, administrando o mau humor da família, e empurrando Michelle para o jogo da política. A festa de ontem demonstrou isso.
Um Valdemar tolerante
Dizem que Valdemar e Bolsonaro protagonizaram um bate-boca, por telefone, e com testemunhas, que teria terminado em gritos, ouvidos de longe, por um e outro. É que Bolsonaro estaria insatisfeito com o não pagamento dos valores prometidos por Valdemar. Valdemar tem dito que não paga o combinado enquanto Bolsonaro estiver no exterior. Bolsonaro acha que não pode voltar, por enquanto. Panos quentes de interlocutores não funcionam mais. A saber onde vai parar essa briga.
Dízimo da Vara
Os comentários contra o juiz Pedro Godinho, da 8ª Vara de Fazenda Pública de Salvador, aquele pego dentro do TRE fazendo propaganda explícita em favor de ACM Neto e seus aliados, voltaram a todo vapor. Godinho, que esteve sob artilharia dos candidatos petistas no CNJ, escapuliu do afastamento em virtude da desistência da representação que estava nas mãos do Ministro Luis Felipe Salomão. Agora, o que corre da rádio corredor do TJ-BA é que o mesmo tem criado artifícios sobrenaturais para despachar processos de desapropriação envolvendo Estado e Prefeitura de Salvador. Ele estaria, segundo informações ainda não confirmadas, indicando peritos para realizar avaliações de terrenos mediante honorários estratosféricos e absurdamente acima da média, além de sugerir indicação de advogados especialistas para ações de desapropriação. Documentos em poder de nemamigoneminimigo comprovariam os fatos. Em breve, mais uma bomba explodirá no colo do TJ baiano e que será dada em primeira mão aqui no blog.