O pernambucano José Múcio Monteiro, ministro da Defesa do governo Lula, venceu a queda de braço e todo o fogo amigo soprado pelos petistas, antes e depois das confusões de oito de janeiro. Até nota de autodemissão atribuíram a ele. Habilidoso, Múcio foi desenrolando os novelos um por um. Agora, bem próximo de completar 100 dias de governo, é dos poucos ministros da Esplanada que têm feitos a comemorar. Logo na pasta mais sensível para o governo, que é a relação com as Forças Armadas do país. Com a ajuda do comandante do Exército, general Tomás Paiva, e com a boa vontade de Lula em cumprir as agendas e convites da área, Múcio disse a que veio e silenciou a ruidosa base petista.
Bolsonaro ocupa a mídia
Desde o final do governo a imprensa nunca abandonou Bolsonaro. Ele ocupa muito, mas muito mais espaço que Lula e todo o seu governo. Nos EUA ou no Brasil ele mobiliza jornalistas. As notícias são boas? Não. Ao contrário, são péssimas. Ainda assim é atração em todos os veículos. Foi assim durante todo o governo dele. As joias das arábias, Michelle. O depoimento dele na PF virou atração. Foi preciso fechar os principais acessos. A imprensa contribui, em alguma medida, para o sucesso de Bolsonaro nas redes. Ó nós aqui falando dele.
Uma baiana é sucesso em seriado norte-americano
A baiana Nabiyah Be interpreta a rainha da disco music, Simone Jackson. Ela é filha de Jimmy Cliff e a psicóloga Sônia Gomes. A baiana, que ficou conhecida por sua atuação no filme Pantera Negra, está na série “Daisy Jones & The Six”, baseada em um livro homônimo escrito pela autora norte-americana Taylor Jenkins Reid, grande sucesso de vendas. Na série, a personagem de Nabiyah tem mais cenas e mais destaque em relação ao livro, dando a oportunidade da atriz mostrar seu talento também como cantora. A moça cresceu na Bahia e é orgulho hoje na televisão americana.
Oposição na Câmara e no Senado preocupa os partidos
Com raríssimas exceções tanto no Senado quanto na Câmara, o chamado bloco de oposição é fraquíssimo. São raros os senadores e deputados federais com preparo político e intelectual. Com isso, o governo dá de goleada quando manda seus ministros para as chamadas comissões técnicas. Agora mesmo, a oposição está preocupada, já que, após a Semana Santa, os ministros Rui Costa e Fernando Haddad vão depor nas comissões técnicas.
Trump continua louco
Sabendo que não vai disputar a sucessão presidencial, o ex-presidente Trump teve a ousadia de solicitar ao Congresso americano para reduzir as verbas do FBI e CIA, já que, segundo ele, estão lhe perseguindo. São duas das mais sagradas e respeitadas instituições norte-americanas. Trump sabe que está politicamente morto.
Um Anderson Torres que não se vê nos jornais
Para além das investigações de Flávio Dino, da Polícia Federal e do Ministério Público, há por trás de Anderson e das confusões em que se meteu, um enorme sofrimento familiar. Anderson é de Brasília, de Taguatinga. Estudou, casou e formou família no Distrito Federal. Esse ao redor, está acompanhando o sofrimento dos familiares, da esposa que foi demitida do trabalho logo no início de janeiro, dos filhos e suas dificuldades nas escolas, dos parentes próximos. E de nada adianta responder: ele que pensasse antes de fazer as m.. que fez. Todos os brasileiros que têm família sabem que as coisas não funcionam assim.
Foram muito demorados os depoimentos de Jair Bolsonaro e seus seguidores ontem na Polícia Federal
Simultaneamente, o que a Polícia Federal queria conseguiu. Hoje devem explodir novas bombas, já que houve muita contradição a respeito do destino das joias milionárias. Aguardem.
Vem mais Operação Faroeste na Bahia
Não só o ministro relator do STJ, Og Fernandes, tem mais processos condenatórios na maior operação de grilagem no oeste da Bahia, que também é a maior do Brasil. É só esperar um pouco.
Um baiano em Salamanca
Caetano Veloso vai receber o título de Doutor Honoris Causa, concedido pela Universidade de Salamanca na Espanha. A proposição feita pelo professor Pedro Serra daquela comunidade científica engloba toda a obra de 50 discos, considerada brilhante pelo propositor. Caetano recebe o título no momento em que lança “Meu Coco” com shows em várias cidades europeias. Taí um bom motivo para alimentar nossa vaidade brasileira. Axé!
Sem prescrição para crime de escravidão
A Procuradoria-Geral da República encaminhou ao STF um pedido para que o crime de escravidão não seja prescrito no Brasil. Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e interior de São Paulo são os campeões. Por incrível que pareça, no Rio Grande do Sul até argentino foi encontrado em regime de escravidão. É uma vergonha para o Brasil. Agora, se a decisão da PGR for acolhida pelo STF, essa gente será punida.
O inimigo mora ao lado I
A grande preocupação com os aliados de Bolsonaro, no momento, chama-se Anderson Torres, seu ex-ministro da Justiça, que continua preso em Brasília e sobre o qual pesam novos indícios de que teria usado estruturas do Estado para tentar interferir no segundo turno das eleições presidenciais em novembro do ano passado. Quanto mais avançam as investigações, mais enrolado fica Anderson Torres, mais perto chega de Bolsonaro. Com demonstrações de instabilidade emocional, maior o perigo de uma delação premiada, que esclareça todo o esquema que envolveu a tentativa de golpe antes e depois das eleições.
O inimigo mora ao lado II
As investigações já descobriram as viagens que Anderson Torres fez para a Bahia e outros estados do Nordeste, para, junto com setores da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, impedirem que eleitores chegassem às zonas eleitorais, e, portanto, às urnas. Essas investigações chegam ao calcanhar de Bolsonaro, e podem torná-lo inelegível. Advogados entraram no circuito para monitorar os próximos depoimentos de Torres e medir seu humor dentro da cadeia. As explicações pouco convincentes da minuta de golpe encontrada no cofre pessoal de Anderson e o que ele pode falar sobre o assunto está deixando Bolsonaro insone, na sua nova residência em Brasília. Anderson é considerado mais explosivo que qualquer lote de joias em poder do ex-presidente.