Muitos não lembram, mas o atual senador e general da reserva Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi exonerado da chefia do Comando Militar Sul, do Exército, em outubro de 2015, por fazer duras críticas à presidente Dilma Rousseff. O incidente aconteceu numa palestra em 17 de setembro daquele ano, no Rio Grande do Sul. Mourão foi então transferido para a Secretaria de Economia e Finanças do Exército, um cargo burocrático em Brasília. Na tal palestra, Mourão afirmou que a saída da presidente Dilma não mudaria o “status quo”, mas que a “vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, da má gestão e da corrupção”.
Golpista antes do golpe II
Nos slides da palestra, Mourão apresentou mensagens como “mudar é preciso” e falou em “despertar para a luta patriótica”. O general disse ainda que “a maioria dos políticos de hoje parecem privados de atributos intelectuais próprios e de ideologias, enquanto dominam a técnica de apresentar grandes ilusões”. Por ironia do destino, o comandante do Exército era o general Eduardo Villas Bôas, que não teve como “passar pano” e foi obrigado a se livrar do amigo. A imagem de Mourão junto ao governo já não era boa. Pouco antes da exoneração, ele havia incentivado integrantes do Comando Militar do Sul a homenagear o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI, na época da ditadura militar (1964-1985), que tinha falecido recentemente. Tal qual Bolsonaro, Mourão era um admirador de Ustra.
Vexame em Washington da malta bolsonarista
Passou batido pela Grande Imprensa Brasileira, o fiasco da comitiva bolsonarista no Parlamento norte-americano, em Washington. Segundo os bolsonaristas, o seleto grupo, liderado pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PL), pretendia denunciar a perseguição que, segundo eles, sofrem no Brasil; que classificaram de “autoritarismo judicial”. Mais uma vez, o Supremo Tribunal Federal está no centro das acusações. A ida ao Capitólio foi um verdadeiro vexame. Para começar, a comitiva foi impedida de acessar o Congresso dos Estados Unidos, onde planejava fazer um discurso sobre a “ditadura judicial” no Brasil. Barrados, promoveram uma espécie de “ato” em frente ao Capitólio, usando um púlpito caindo aos pedaços e discursando num inglês canhestro. A Imprensa norte-americana nem se deu ao trabalho de tentar entender o que acontecia.
Vexame em Washington da malta bolsonarista II
O grupo, na realidade, tinha um encontro marcado com o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos EUA, Jim McGovern, do Partido Democrata. Ao se inteirar da pauta, McGovern, cancelou a audiência, percebendo o potencial de disseminação de fake news e teorias conspiratórias que o encontro produziria e vetou a presença do grupo no Capitólio. Eduardo Bolsonaro reagiu com indignação, acusou McGovern de censura e, para variar, culpou a “esquerda” pelo fracasso da missão.
Tarcísio vai para reeleição e não muda de partido
O atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, já mandou avisar aos bolsonaristas que não vai disputar a sucessão presidencial, muito menos deixar o seu partido para ingressar no PL. Ele vai disputar a reeleição do governo paulista e, com isso, os bolsonaristas ficam sem um nome palatável para disputar a sucessão no maior estado do país.
Bolsonaro sofre golpe do premiado diretor de cinema
A tristeza tomou conta, ontem, dos bolsonaristas na Câmara dos Deputados com a notícia de que o renomado e consagrado diretor de Cinema Oliver Stone finalizou um documentário sobre o presidente Lula. Não adianta, porque lá fora ninguém conhece Jair Bolsonaro e sim Luiz Inácio Lula da Silva.
Evangélicos do Rio entram no mundo das drogas e perseguem demais religiões
Acaba de ser denunciado no Rio de Janeiro que um grupo de evangélicos ligado aos milicianos está perseguindo minorias religiosas. O Rio sofre enquanto os evangélicos, a cada dia, perdem também prestígio entre os pobres brasileiros.
Colarinho Branco?
Na Corretora ID CTVM, as inovações não param. Após ter por anos um presidente e sócio controlador que desde 2018 atua como head de câmbio do Banco Master e nunca foi visto em sua sede, a corretora conseguiu superar até as Lojas Americanas no balanço arquivado na CVM e no Banco Central recentemente para o período encerrado em 30 de junho de 2023.
Colarinho Branco ? II
No balanço da Corretora CTVM de 30 de junho de 2023 aconteceu uma inovação incrível validada pela KPMG. Conforme qualquer cidadão com o mínimo de conhecimento em contabilidade poderá verificar, a corretora reportou ativos totais de cerca de R$19,4 milhões no final de junho de 2023. Deste total, segundo a nota explicativa 12, cerca de R$4,9 milhões, ou seja, cerca de 25% dos ativos são créditos da ID CTVM contra partes relacionadas, especificamente a Bekoach Participações, que é a holding que possui 100% do capital da corretora. Do lado do passivo, a empresa encerrou o semestre com um patrimônio líquido de cerca de R$3,3 milhões. Conclusão, a Corretora emprestou para sua controladora uma vez e meia o valor de seu patrimônio. Difícil até para os contadores das Americanas acreditarem.
Colarinho Branco? III
Difícil acreditar também que o balanço inovador da ID CTVM tenha sido validado pela KPMG, sem ressalvas, e ainda não tenha sido questionado pelo Banco Central, a quem compete fiscalizar a corretora. No balanço, é possível verificar que a Bekoach, controlada indiretamente pelo senhor Paulo Machado, head de câmbio do Banco Master, aportou apenas R$2,6 milhões na corretora e, até junho de 2023, tomou emprestado R$4,9 milhões, ou seja, se fosse liquidada a Corretora no encerramento do último trimestre, a Bekoach ainda teria pelo menos R$2,3 milhões de passivo descoberto na ID CTVM. Esta conta seria muito maior considerando o custo de encerrar as operações. No cálculo do Índice de Basileia feito pelo KPMG, o correto seria que o patrimônio fosse ajustado com os créditos duvidosos que ela tem contra seu controlador. Com isso, o indicador ficaria negativo, pois na verdade, o patrimônio ajustado da ID CTVM em junho deveria ser de R$1,6 milhões negativos. Com a palavra, a ID, a Bekoach, a KPMG e o Banco Central do Brasil.
Malzoni em alerta III
Movimentação de policiais federais no edifício Pátio Malzoni durante o período da tarde da última segunda-feira deixou funcionários de bancos com escritórios nas duas torres do complexo ansiosos e apreensivos. Com operações recentes em uma gestora e na sede da XP Investimentos, localizada em outro edifício na região, até grupos de apostas sobre quem será o próximo alvo de uma busca e apreensão foram criados no WhatsApp. No menu, crimes relacionados à compra de créditos podres e o “patrocínio” de figuras ilustres.
A Novonor, antiga Odebrecht, anuncia débitos de bilhões
Com as grandes obras paradas desde 2015, os prejuízos são incalculáveis. O grupo Odebrecht faturou R$132 bilhões em 2015, com a Braskem respondendo por 40,5% do faturamento em 2022. A participação da Braskem caiu este ano para R$120 bilhões, o que vale dizer, 92%.