Balaio de gatos Brasil. A nomenclatura cai bem ao União Brasil. A legenda reúne o senador Sérgio Moro, da Operação Jato, ministros de Lula, ex-fãs de carteirinha de Bolsonaro, o ruralista Ronaldo Caiado e agora se anuncia a possível chegada do anti-sistema Pablo Marçal.
Balaio de gatos II
As conversas do ex-coach com o presidente do partido, Antônio Rueda, estão avançadas. Será Pablo Marçal a aposta do União Brasil para a presidência da República em 2026? E o candidato da legenda, Ronaldo Caiado, vai ficar mesmo chupando dedo com ACM Neto, que sonha em ser o vice de Tarcísio de Freitas (Republicanos)?
Maldição da presidência da Câmara I
O período da Nova República, inaugurado com o fim da ditadura militar, não tem sido alvissareiro para o destino daqueles que sentam na cadeira da presidência da Câmara Federal. Não foram poucos os que pararam atrás das grades depois do mandato, a exemplo de Eduardo Cunha, João Paulo Cunha e Michel Temer. Outros foram vítimas de fatalidades, como Luís Eduardo Magalhães e Ulysses Guimarães. Muitos saíram maculados por escândalos ou caíram no ostracismo.
Maldição da presidência da Câmara II
Para não dar sorte ao azar, o atual presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, quer deixar o cargo empoderado com alguém de sua confiança no lugar, o deputado Hugo Motta. Mas parece ser inexorável a maldição da cadeira presidencial da Casa. Nas sombras, um conterrâneo rival se movimenta pelo Planalto para puxar o tapete de Lira, que pode acabar tendo o mesmo destino de outros ex-presidentes da Câmara para regozijo de ex-amigos.
OAB da turma
Uma entrevista da ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana Calmon, vem repercutindo nas redes sociais, às vésperas das eleições da OAB-Bahia. Sem papas na língua, a magistrada aposentada denuncia que houve, nos últimos anos, uma invasão na Ordem de presidentes que se elegeram para se beneficiarem do “palanque que o cargo dá”. Reclama da politização da entidade em prol de interesses pessoais. Não poupa a atual presidente Daniela, afirmando que ela se “amesquinhou”. “Ela tentou usar o cargo para se promover numa escala maior”. As declarações não são missa encomendada de campanha adversária. A entrevista foi concedida no início do ano.
Só tem controle com ele
Ao escolher Hugo Motta para ser o seu candidato à sucessão na Câmara, Lira o fez porque não teria controle, e não terá, com os baianos Antônio Brito e Elmar Nascimento. Ocorre que muita água ainda vai rolar embaixo da ponte e a eleição na Câmara não está decidida.
Candidatura da Bahia à presidência da Câmara permanece
O líder do PSD na Câmara Federal, o Deputado Antônio Brito, reafirmou ontem que a sua candidatura à sucessão da Casa continua. Ele tem compromissos com inúmeros parlamentares e, sobretudo, com a palavra que deu. Faltam mais de 90 dias para as eleições e até lá tudo pode ocorrer.
No Olimpo
Mesmo com o apoio irrestrito do presidente Lula e de Gilberto Kassab, o presidente do Senado Rodrigo Pacheco não irá concorrer à sucessão de Romeu Zema em Minas Gerais. Extremamente inteligente e bem-sucedido na vida política e empresarial, Pacheco deverá ocupar a próxima vaga da Suprema Corte.
O Candidato Uai
Com o não de Pacheco, o candidato favorito de Lula e Kassab para disputar o governo de Minas Gerais nas próximas eleições será o ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira. Como adversários, Silveira deverá enfrentar nomes fortes da direita mineira como o vice-governador de Romeu Zema, Mateus Simões, o senador Cleitinho ou o deputado Bruno Engler.
Caixa vazio
Apertem os cintos! O dinheiro sumiu! Essa é a palavra de ordem na prefeitura de Salvador. A recomendação foi dada a secretários e diretores de autarquias, que a repassaram aos subordinados. Ao final do primeiro mandato, o prefeito Bruno Reis demonstra que não segue à risca o modelo do antecessor. O padrinho ACM Neto deixou as burras cheias ao deixar o Palácio Thomé de Souza: mais de R$2 bilhões. Será que a diferença entre as gestões está nos secretários da Fazenda? O de Neto foi o ex-governador da Bahia, Paulo Souto, de condução mais austera. A de Bruno, a ex-secretária de Niterói (RJ), Giovanna Victer, pelo jeito, não é tão austera.
Mais impostos
Tanto Bruno Reis quanto ACM Neto, no entanto, têm um método comum para botar dinheiro no caixa da prefeitura: o aumento de impostos. Bruno agora dobrou a alíquota do ISS para os hospitais como já tinha feito na Taxa de Lixo. Diante da escassez do vil metal no município, quando sucedeu o ex-prefeito João Henrique, em 2013, Neto não pestanejou em majorar os tributos, chegando aos excessos cometidos com o IPTU que, além do reajuste absurdo, causou disparidades entre os imóveis na capital baiana. A inconstitucionalidade da medida não pôde até hoje ser julgada no Supremo Tribunal Federal (STF), porque permanece engavetada no Tribunal de Justiça da Bahia.
Autoengano
Não ouviu quem não quis. Em uma de suas passagens por Trancoso, no extremo-sul da Bahia, Lula não escondeu de ninguém. Hospedado num palacete no paradisíaco distrito de Porto Seguro, o atual presidente da República disse em alto e bom som que se vingaria de todos que o ofenderam. Se teve candidato a presidente da Câmara Federal que cometeu autoengano, a culpa não pode ser imputada ao ex-sindicalista.