Sócios poderosos

A pergunta que não quer calar é: o que faz a empresa contratada pela prefeitura de Salvador para a manutenção dos parques, praças e jardins municipais? Não seria de sua responsabilidade estar atenta a este problema, buscar soluções? Será que a companhia terceirizada está isenta de cumprir seus deveres contratuais por causa das costas largas de seus sócios, uma poderosa senhora e o jovem filho de um empresário da limpeza pública, vizinhos de mesmo prédio na chique Vitória? O Ministério Público precisa abrir o olho e cumprir sua função constitucional.

Collor, se for condenado, a Globo sai vencedora

O ex-presidente Fernando Collor de Mello vai ser julgado agora pelo pleno do STF. Estava condenado por corrupção e evasão de divisas. O curioso é que a empresa que pagou a ele é da Bahia: UTC. Ocorre que Collor hoje responde pelo comando das Organizações Arnon de Mello, que têm a programação da Globo na TV Gazeta. Se o ex-presidente for preso, como se espera, não há dúvidas que a Globo vai tomar a programação. 

Lula pronto para presidir a reunião do G20 no Rio

Era tudo que Lula queria para ir à reunião do G20 que será realizada no Rio de Janeiro. É que neste evento confirmou presença entre os presidentes, o principal, o da China. Lula esteve na China e foi muito bem recebido, quer retribuir, inclusive já marcando o encontro dos maiores empresários brasileiros com o presidente chinês. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, vem, mas já não tem a mesma força diante da eleição do seu inimigo Donald Trump. 

Filho de peixe, peixinho é

O mais novo prefeito do Brasil e o mais popular, João Campos, acaba de assumir a presidência nacional do PSB. O mesmo caminho do seu pai, Eduardo Campos. O partido está preparando ele para disputar o governo de Pernambuco ou a presidência da República. 

A dois anos da sucessão presidencial, o quadro está desenhado

A direita já tem Ratinho Jr. governador do Paraná, como pré-candidato pelo PSD. Lula será candidato à reeleição mais uma vez pelo PT. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse que não será candidato à sucessão presidencial e, com isso, os bolsonaristas não têm nenhum nome viável. O presidente do MDB, deputado federal Baleia Rossi, diz que tem dois nomes: o governador do Pará, Helder Barbalho, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet.

Fragilidade mineira

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, não conseguiu visibilidade nacional e, com isso, Minas Gerais só tem um nome se for disputar: o atual presidente do Congresso Nacional, o senador Rodrigo Pacheco, que diz preferir o STF.

Eduardo Paes é candidato

Embora negue, o prefeito eleito do Rio é o único nome que pode ser eleito governador do estado. Os seus amigos acham que será imbatível sua candidatura, embora ele negue. Paes inclusive tem circulado com desenvoltura por todo o estado do Rio de Janeiro.

Política no DNA

Jutahy Magalhães Jr. saiu da política, mas a política não saiu dele. Nem dá. Está no DNA. Neto do general Juracy Magalhães, que foi interventor e governador da Bahia, Jutahy foi um dos deputados baianos de carreira mais longeva na Câmara Federal: oito mandatos. Na tentativa de ser senador em 2018, não foi bem-sucedido, sendo uma das vítimas da candidatura abortada a governador de ACM Neto. Despediu-se do Congresso Nacional, mas continua em Brasília, exercendo a advocacia. E, como dito, sempre ligado na política.

Lição de jornalismo

Jutahyzinho, como chamado pelos mais próximos, na semana passada, deu uma lição de jornalismo à turma da Globo News que vai para a frente das câmeras sem fazer o dever de casa: inteirar-se e informar-se sobre o assunto a ser levado aos telespectadores. Estavam todos os globais a tratar com estupefação da vitória de Donald Trump nos Estados Unidos, mas nenhum deles se deu ao trabalho de verificar a votação do presidente americano eleito e compará-la com a da eleição de 2020, quando foi derrotado por Joe Biden. 

Estratégia errada

Atento ao descuido, o ex-deputado baiano Jutahy Jr. mandou um zap para a jornalista Daniela Lima, que, pelo menos, teve a humildade de ler a mensagem no ar que sintetizou brilhantemente a razão da vitória de Trump: “Daniela, nos Estados Unidos, deu a lógica: governo mal avaliado não faz o sucessor. O Trump não cresceu com relação aos votos populares de 2020. Ele continuou com o mesmo eleitorado fiel. O que aconteceu foi que Kamala teve 6 milhões de votos a menos do que o Biden em 2020. Ela tentou ser a candidata da mudança com continuidade. A mesma estratégia que deu errado para Serra em 2002”. Jutahy encerrou a mensagem, citando o que ouvira do ex-governador de Minas Gerais e ex-senador, atual ministro do Tribunal de Contas da União, Antonio Anastasia: “O nosso mundo acabou”.

Tiro pela culatra

Inesquecível a rasteira de Jutahyzinho em ACM no governo de Itamar Franco. Adversário político e querendo derrubá-lo do ministério do Bem-Estar Social, o ardiloso Cabeça Branca pediu uma audiência com Itamar para lhe apresentar um dossiê do ministro baiano que comprovaria seu envolvimento com atos de corrupção. Conhecedor das tretas de ACM, Jutahy combinou com Itamar para que a audiência fosse aberta à imprensa. O tiro da velha raposa baiana da política saiu pela culatra. Nas pastas onde estaria o dossiê, só havia recortes de jornais. Nesse dia, ACM virou motivo de chacota geral.

Dossiê Eletrizante

A divulgação de um dossiê elaborado pelo maior banqueiro de investimentos do Brasil e sua empresa, a Eneva, deve sacudir Brasília nas próximas semanas. O dossiê expõe as negociações do ainda ministro Alexandre Silveira com grandes players do setor elétrico.

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑