Cururu é um tipo de sapo peçonhento. Assim também eram chamados os militantes do PC do B. Quem era um proeminente deles no movimento estudantil baiano nos anos 1980 é o atual marqueteiro do presidente Lula. Sidônio Palmeira era daqueles estudantes profissionais, cuja prioridade não era se formar, mas cumprir as tarefas do partido.
Reprovado em engenharia, aprovado em marketing
Se não aprendeu nada de engenharia, curso no qual passou no vestibular, Sidônio Palmeira aproveitou a militância e as eleições de diretórios estudantis da UFBA para se tornar um profissional de marketing político com conquistas municipais, estaduais e nacionais. Prefeitura de Salvador com Lídice da Mata, Governo da Bahia: Jaques Wagner e Rui Costa, e Presidência da República: Lula.
Vidraça rutilante
Quis o destino, então, que o cururu caísse nas graças do Sapo Barbudo. Lula quer oficializar Sidônio Palmeira como “o cara” da comunicação do governo federal. De perfil low-profile, ao contrário de outros conterrâneos que atuaram e atuam na área de propaganda e publicidade, Sidônio deve ponderar bem sobre o desejo presidencial. Não é pequena a possibilidade de ele se tornar uma vidraça rutilante para a oposição.
Tráfico de influência
O nome de Sidônio Palmeira já apareceu em denúncia de suposto tráfico de influência no resultado da licitação de R$200 milhões para a comunicação digital do governo federal. Sob pressão da oposição, o TCU derrubou a contratação das empresas vencedoras. Entre elas, uma de um conterrâneo que teria tido a suposta indicação do marqueteiro de Lula, segundo o site O Antagonista.
De comunista a ativo empresário
O ex-cururu do PC do B, apesar de seu histórico comunista, é um ativo empresário com diversificados investimentos que vão além da propaganda e marketing político. Isso pode causar alguns ruídos na comunicação do governo Lula. Não são poucas as parcerias de negócios entre Sidônio e o empresário sergipano João Gualberto, de quem não se ouve palavras lisonjeiras sobre o PT.
Negócios imobiliários
Sidônio Palmeira integra o grupo de neo-incorporadores baianos liderados por João Gualberto, também conhecido como “Grilão”. Participam também ACM Neto, o pecuarista Tiago Correia e outros menos famosos. Após investidas bem-sucedidas na Praia do Forte, sob o beneplácito da prefeitura de Mata de São João, sob o comando de Grilão, a turma não se deu muito bem num empreendimento que envolve uma área de proteção permanente em Salvador, do qual Sidônio preferiu se desligar por causa da implicação ambiental. Mas outras regiões estão sendo exploradas por eles, a exemplo de Trancoso e a região de Maraú, onde adquiriram vasta área ao valor de R$140 milhões para um megaprojeto.
Khadafi e Saddam assustaram Assad
Ao pedir asilo à Rússia, o ex-ditador da Síria alertou os russos que não poderia sofrer os mesmos castigos de Saddam Hussein no Iraque e Muammar Khadafi na Líbia. Os dois foram justiçados pela população. Morreram linchados. Ocorre que várias instituições humanitárias vão colocar Assad como criminoso e genocida. Ele vai ficar igual ao seu anfitrião, Vladimir Putin, da Rússia, e ao seu inimigo, Benjamin Netanyahu, que são condenados como genocidas e não podem sair dos seus respectivos países porque serão presos. Os horrores que estão sendo encontrados nas prisões sírias, quando revelados, vão escandalizar o mundo todo.
Investimentos no combate ao câncer: um chamado à ação para o governo da Bahia
O câncer permanece como uma das principais causas de mortalidade no Brasil, exigindo políticas públicas eficazes e investimentos contínuos para sua prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado. Na Bahia, embora tenham sido realizados avanços significativos, a demanda por serviços oncológicos continua a crescer, e é fundamental que o governo estadual mantenha e amplie os investimentos nessa área. É imperativo que o governo do Estado continue priorizando a saúde pública, assegurando que os recursos sejam direcionados de forma eficiente para o combate ao câncer.
2025: Ano de mudanças nas agências regulatórias, com Anvisa no centro de disputas políticas
O ano de 2025 promete ser um período de significativas mudanças nas agências regulatórias brasileiras, com destaque para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que se encontra no centro de intensas disputas políticas. A Anvisa, responsável por regular setores cruciais como medicamentos, alimentos e produtos de saúde, é considerada uma das mais importantes agências do país. Essa relevância a torna alvo de interesse de diversos grupos políticos, especialmente aqueles com vínculos com a indústria farmacêutica. A Anvisa, em particular, desempenha um papel vital na proteção da saúde pública. Portanto, suas lideranças devem ser escolhidas com base em competência técnica e compromisso com a missão institucional, assegurando que a agência continue a atuar de maneira eficaz e independente.
Lula terá 14 indicações em agências reguladoras: priorizar critérios técnicos é essencial para preservar a autonomia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá a oportunidade de nomear pelo menos 14 diretores para agências reguladoras até o final de 2024, incluindo posições-chave na Anvisa. Historicamente, essas nomeações têm sido utilizadas como moeda de troca em negociações políticas, prática que pode comprometer a autonomia e a eficácia dessas instituições. É imperativo que o presidente Lula assuma pessoalmente a responsabilidade por essas indicações, priorizando critérios técnicos e profissionais, em vez de ceder às pressões de alianças políticas.
Fortalecer agências reguladoras: Lula deve garantir nomeações técnicas para proteger interesse coletivo
A independência das agências regulatórias é fundamental para garantir que suas decisões sejam pautadas pelo interesse público e pela ciência, livres de influências externas que possam prejudicar a saúde e a segurança da população. Em um momento em que o Brasil enfrenta desafios significativos na área da saúde, é crucial que as agências regulatórias sejam fortalecidas e protegidas de interferências políticas. A responsabilidade recai sobre o presidente Lula para garantir que as nomeações para essas posições sejam conduzidas com integridade e transparência, preservando a confiança da sociedade nas instituições que zelam pelo bem-estar coletivo.
A beleza de Notre-Dame empolga até Donald Trump
Mais de 340 mil pessoas de 150 países do mundo inteiro contribuíram com 870 milhões de euros, cerca de 5 bilhões de reais, para a restauração da catedral de Notre-Dame. Espetáculo inesquecível, empolgou até o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que aplaudia entusiasticamente os atos de inauguração. Bem verdade que o homem mais rico dos Estados Unidos, Elon Musk, e o homem mais rico da França, Bernard Arnault, estavam presentes ao lado da realeza europeia e dos maiores nomes da política mundial. Quem teve a felicidade de testemunhar pessoalmente vai ficar eternamente com o maior evento desta década.