A sociedade civil de Salvador se movimenta nas redes sociais com tentativa de impugnação e abaixo-assinado contra o leilão da área verde do Morro Ipiranga, no bairro da Barra. O terreno que fica numa encosta chegou a ser arrematado num pregão eletrônico anterior, mas a prefeitura cancelou o certame, alegando evasivas e discutíveis “falhas no sistema”.
Morro Ipiranga II
A empresa Epic chegou a depositar a primeira parcela do lance vencedor de R$ 16,85 milhões do primeiro leilão da encosta do Morro Ipiranga. Mas, mesmo depois de ter se cartado da venda da área verde que, segundo ele, “não serve para nada”, o prefeito Bruno Reis decidiu anular o leilão e realizar outro no próximo dia 15. Chegou a declarar que outras empresas querem pagar mais.
Morro Ipiranga III
A ambiguidade do comportamento do alcaide recrudesceu o movimento da sociedade civil soteropolitana contra o leilão do Morro Ipiranga. Em poucos dias, mais de 10 mil pessoas já participavam do abaixo-assinado contra a iniciativa, que não só infringe aspectos urbanísticos e ambientais, mas também levanta suspeitas pela estranha condução do certame.
Morro Ipiranga IV
A especulação é de que mais uma vez o patrimônio público é colocado à venda para atender interesses particulares. O primeiro leilão teria sido cancelado porque o vencedor não fora o amigo do rei. Caso semelhante ocorreu na APA da encosta da Vitória, embora a tempestiva intervenção judicial tenha impedido até agora a realização de qualquer modalidade de venda da área verde.
Maioria defende manter ou aumentar penas para os golpistas
Esse foi o resultado da mais nova pesquisa do Datafolha que não perdoa os golpistas de 8 de janeiro. Para 34%, a pena deve ser mantida e para 25% deveria ser maior, segundo o Datafolha.
Maioria contra anistia
A nova pesquisa também afirma que 56% da população brasileira não quer a anistia e afirma que os políticos estão de costas para as ruas e, com isso, vão ter desagradáveis surpresas no período eleitoral.
Quem defende anistia será derrotado em 2026
Renato Marinho, um dos melhores publicitários do Brasil, em estudo e avaliação, afirma que quem defende a anistia hoje não será eleito nem reeleito em 2026. Ele chega a afirmar que o candidato que chegar à presidência da República o fará se não defender a anistia.
Dois baianos cassam mandato de deputado carioca
Leur Lomanto Jr., neto do senador Lomanto Jr., é o presidente da comissão de ética. O avô, Lomanto Jr. foi um senador querido e respeitado não só na Bahia como, e principalmente, em Brasília. Já o relator do processo, o deputado federal Paulo Magalhães, sobrinho do ex-senador Antônio Carlos Magalhães, que era temido e não querido em Brasília. Essa dupla sentenciou a cassação do mandato do deputado federal Glauber Braga, do PSOL do Rio de Janeiro. O plenário do Congresso ainda vai decidir.
O Espírito Santo em águas turvas IV
Munir e sua SAGA ilegal. Após mandar recados aos quatro cantos que o Judiciário capixaba está em suas mãos e tentar denegrir a imagem de membros do Tribunal de Contas, ele continua em sua sanha arbitrária… Como previsto por esta coluna, o presidente da CESAN colocou em prática seu plano pessoal, realizando a contratação emergencial de suas “queridinhas” para assumir os contratos das empresas penalizadas em seu procedimento arbitrário. Uma das empresas beneficiadas, da qual é sócio oculto, abocanhou uma parcela dos serviços e agora a conta-corrente vai ficar “MUNIRciada”. Com tal investida, será que o “jovem prodígio” vai comprar uma nova mansão em Iriri-ES e colocar em nome da cunhada, Mariane Porto Sacramento? Por onde anda o Ministério Público?
Molecagem tradicional
Fazer chistes colocando apelidos nos outros é uma molecagem tradicional da Bahia. O finado senador ACM não perdia a chance de imputar um epíteto desairoso aos desafetos. Ficou famosa a alcunha que pôs no então deputado federal Michel Temer: “Mordomo de Filme de Terror”. A criatividade baiana na elaboração de apodos ficou ainda mais famosa com as listas da Odebrecht, onde curiosas denominações, a exemplo de “Viagra”, “Anão”, “Bitelo”, “Candomblé” e “Coxa”, eram usadas para encobrir os envolvidos no esquema de corrupção, revelado pela Operação Lava Jato.
Nova lista cifrada
A expectativa agora é grande com a nova lista cifrada encontrada pela Polícia Federal na Operação Overclean. Constariam nela 100 pseudônimos de gente vinculada à organização criminosa que movimentou R$ 1,4 bilhão em fraudes licitatórias, desvio e lavagem de dinheiro público. Sendo a Bahia mais uma vez o núcleo das operações ilícitas, já se imagina que muitas gargalhadas resultarão da divulgação das nomenclaturas dos beneficiários dos malfeitos, ao serem expostos ao ridículo e à vergonha social.
Bens indisponíveis
Quem não está tendo vida fácil são os indiciados da Operação Overclean. Acostumada ao dinheiro fácil e a hábitos perdulários, a turma está com os bens e contas indisponíveis, precisando da ajuda de familiares e de pouquíssimos amigos. Como dizia Ovídio, escritor da Antiguidade Romana: “Quando és feliz, tens muitos amigos. Em maus tempos, ficas só”. Palavras muito sábias…