A retaliação de Donald Trump contra Harvard, cortando US$ 2,2 bilhões em fundos e exigindo submissão ideológica, é um ataque direto à autonomia universitária e à liberdade de pensamento. Punir instituições por resistirem a imposições autoritárias revela um projeto antidemocrático perigoso. A comunidade acadêmica global deve se unir em solidariedade. A ciência e a educação não podem ser reféns de governos que desprezam o pluralismo e o debate livre.
Trump empurra o mundo de volta ao século XIX
Ao elevar tarifas contra a China a níveis de 145%, Trump ressuscita práticas econômicas ultrapassadas, dignas da era pré-globalização. Seu isolacionismo agressivo ameaça desmanchar décadas de integração comercial que reduziram a pobreza e impulsionaram a inovação. Em vez de liderar o século XXI com cooperação e tecnologia, ele arrasta o mundo para um nacionalismo arcaico, belicoso e ineficaz. A história já mostrou que guerras tarifárias só produzem estagnação, conflito e retrocesso.
Vale do Canela se transforma em vale desértico sob olhar omissivo da UFBA
O outrora aprazível Vale do Canela, conhecido por suas árvores centenárias e sombra acolhedora, hoje é um retrato do abandono. A Universidade Federal da Bahia permitiu, com total negligência, que as árvores morressem sem reposição. O que era um bosque virou um deserto urbano. A omissão é chocante. A comunidade universitária e os moradores merecem explicações e, mais do que isso, ações imediatas para reverter essa devastação silenciosa e vergonhosa.
Quando ACM era vivo, a família tinha o comando da política na Bahia
Além dos filhos, do irmão, dos sobrinhos e do neto, Antônio Carlos Magalhães era o poderoso. Com a sua morte, restaram apenas o sobrinho, o deputado federal Paulo Magalhães, e o filho, além do neto, que foi prefeito de Salvador e cujo maior sonho é ser governador da Bahia como o avô foi.
Quem surgiu?
O senador Otto Alencar tem um filho deputado federal, o senador Angelo Coronel tem um filho também deputado federal. Foram as duas únicas famílias que conseguiram sobreviver na política da Bahia.
As assinaturas vão desaparecer
Quem espera votação do projeto de anistia pode tirar o cavalo da chuva. Atualmente, dos 92 deputados do PL, apenas 88 assinaram; dos 49 do UB, apenas 40 assinaram; dos 48 do PP, apenas 35; dos 45 do PSD, só 28; dos 44 do MDB, só 20; dos 15 do Podemos, só 9; dos 13 do PSDB, só 5. São esses os principais partidos, mas a partir da próxima semana muitas assinaturas serão retiradas. Quem viver verá.
Semana Santa sem gastos
A crise financeira atingiu em cheio a Semana Santa. Os artigos que nela são procurados estão sendo substituídos. O bacalhau por frango, o peixe por verduras. Como se vê, a crise é brava. Deus nos ajude.
Leilão suspenso
A Justiça Federal suspendeu a realização do leilão municipal da área verde do Morro Ipiranga. A decisão liminar proferida pelo juiz Alex Schramm de Rocha, titular da 7ª Vara Cível e Agrária da Seção Judiciária de Salvador, impediu a realização do certame que estava marcado pela prefeitura de Salvador para a última terça-feira (15).
Falta de transparência
Em sua sentença, o magistrado apontou falta de transparência, ausência de clareza na lei municipal que autorizou a alienação e também no edital do leilão, “acerca da possível inexistência de edificabilidade do imóvel, classificado tecnicamente como Área de Preservação Permanente (APP)”. Para prevenir a “consolidação de dano urbanístico e ambiental de difícil reversão”, o juiz Alex da Rocha não pestanejou em conceder a medida cautelar.
Sanha contida
É mais uma derrota na Justiça que amarga o prefeito Bruno Reis em sua sanha de vender áreas verdes que, para ele, “não servem para nada”. No ano passado, frustrou-se também ao tentar leiloar a APP da encosta da Vitória para atender, assim como agora, a interesses particulares em detrimento da causa pública. Ao contrário do que desejava o alcaide e seus amigos, o processo da encosta da Vitória empacou em Brasília. O atual litígio do Morro Ipiranga deve ter o mesmo destino.
Vingança com requintes de crueldade
A esquerda está próxima de sofrer uma derrota acachapante, com a cassação do deputado Glauber Braga, do PSOL-RJ. Está tudo pronto para a degola. É um recado da banda podre do Congresso. Quem atrapalhar os negócios vai “dançar”. Infelizmente, a greve de fome do deputado não vai comover ninguém além da esquerda, o que é insuficiente para salvá-lo. O “crime” de Glauber, um dos mais combativos parlamentares da nova geração, foi enfrentar, de peito aberto, a máfia comandada pelo onipresente Arthur Lira. E vamos dizer a verdade, só ele, Glauber, e o ministro Flávio Dino, do STF, tiveram coragem suficiente de enfrentar esse câncer que desonra um parlamento que nos últimos tempos vem se superando em maracutaias e golpes. O caso Glauber lembra o de outro combativo e corajoso parlamentar. Em 1977, o então líder do MDB na Câmara, deputado Alencar Furtado, disse o que devia ser dito, e foi cassado. A diferença é que, na época, o Brasil vivia uma ditadura e Furtado foi cassado pelo presidente da República, o general Ernesto Geisel, com base no famigerado AI-5. E no Congresso, até parlamentares da ARENA, o partido leal aos ditadores, consideraram a medida extrema. Muito diferente dos dias de hoje, quando até mesmo parlamentares da oposição se calam com medo de cair em desgraça com os líderes do esquema das emendas parlamentares. Tristes tempos.
Troca de médico é normal, mas Michelle Bolsonaro faltou com elegância
A substituição de profissionais de saúde é algo comum, ainda mais em casos complexos como o de Jair Bolsonaro. No entanto, o mínimo de delicadeza seria comunicar o médico anterior — e isso Michelle Bolsonaro não fez. A forma como dispensou o antigo cirurgião, sem sequer uma mensagem, revela falta de consideração. Trocar de médico é direito; ser indelicado, não é obrigação.