O ex-comandante do Exército, general Freire Gomes, reabilitou sua imagem na caserna ao entregar Jair Bolsonaro no depoimento que fez à Polícia Federal. “Ele estava do lado certo. Ouviu sobre o golpe e atuou negativamente contra Bolsonaro”, diz um general de comando.
Moro complicado
Nas palavras de um investigador da PF, o relatório final do Conselho Nacional de Justiça sobre irregularidades na Lava Jato será uma bomba contra a turma de Sérgio Moro.
Lula quer cair na estrada
Preocupado com a queda de popularidade, Lula decidiu mobilizar os seus ministros na divulgação de ações do governo. Os ministros pedem que ele e dona Janja não deem mais nenhuma declaração.
Liderança macabra
O número até caiu, mas a Bahia conquistou o pentacampeonato brasileiro de mortes violentas em 2023. De acordo com dados oficiais, foram 4.848 homicídios. São cinco anos consecutivos desta macabra liderança nacional, que se consolidou nos últimos governos petistas, a exemplo de outros indicadores sociais e econômicos negativos. Mas o governador Jerônimo e seu secretário de Segurança Pública estão a comemorar a ínfima redução de 4,1% no número dos assassinatos. Fazer o quê?
Na mosca. Eleição no UB ainda vai dar morte
Foi este blog que antecipou que a eleição no União Brasil ia dar morte. Esta semana foi incendiada a casa de Antonio Rueda, que foi eleito presidente, mas não assumiu porque Luciano Bivar, que é o presidente, recorreu na Justiça. A ameaça de morte de cada lado levou Rueda a contratar seguranças, a mesma coisa Bivar. São dois pernambucanos bravos e, no meio da briga, Bivar está de olho no ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, que é aliado de Rueda. Os amigos de ACM Neto estão aconselhando ele a fazer o mesmo que Bivar e Rueda: contratar seguranças. Bivar acusa Rueda de ter roubado alguns milhares de dólares no apartamento dele que emprestou a Rueda quando eram amigos. A briga envolve até roubo.
Restaure-se a moralidade
Ainda confiantes na vigilância republicana e democrática do Ministério Público, este blog e seus leitores esperam uma ação condizente com os deveres da instituição no escandaloso caso da venda pela prefeitura de Salvador do terreno da encosta da Vitória, em área de proteção permanente (APP), a ser concretizada por meio de suspeito leilão na próxima sexta-feira (15), às 10 horas. Como diz o dito popular, “a esperança é a última que morre”. Ou, então, que se cumpra a blague do inesquecível Stanislaw Ponte Preta: “Restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos!”.
O cipó de aroeira do Bolsonarismo
Não há muito que comentar sobre o longo depoimento do tenente-coronel Mauro Cid à Polícia Federal. Fosse único, já seria uma espécie de adaga no pescoço do ex-chefe. O mais dramático, no entanto, é que as informações deslindadas pelo ex-ajudante de ordens são acrescidas de dois depoimentos poderosos. Depoimentos de dois comandantes, Freire Gomes, do Exército; e Baptista Júnior, da Aeronáutica. Na malta bolsonarista o clima é de velório. Outra questão que pesa para diminuir o moral do entorno de Bolsonaro são os depoimentos desesperados de participantes da tentativa de golpe de oito de janeiro de 2023. Tem gente de todo tipo chorando e pedindo clemência nas redes sociais; de empresário exilado nos EUA, que se diz arruinado e abandonado, e que não entende porque não existe SUS na terra do Tio Sam; a cantor e pastor gospel, que foragido, se diz perseguido pelo STF. Parlamentares bolsonaristas já perceberam o perigo desse tipo de discurso viralizar e, comandados pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), querem emplacar uma Anistia Já.
O cipó de aroeira do Bolsonarismo II
O discurso dos defensores da Anistia para os golpistas tenta pegar a população pelo coração, com o suposto drama de famílias que estariam sem suas mães, pais, filhos e irmãos. O pior é que muitos desses “pobres coitados” gravaram voluntariamente discursos raivosos, violentos, ameaçadores e ainda postaram nas redes sociais. Ou seja, produziram provas contra eles mesmos. Mesmo assim, seus defensores falam em pacificar o país. O próprio Bolsonaro simulou metralhar adversários e encheu a boca para dizer que a ditadura tinha matado pouco. É comovente o apelo à paz e à compreensão, mas ele, simplesmente, não se sustenta nos fatos e na vida pregressa de quem o faz.
Quebra-de-braço
A quebra de braço em Brasília está acirrada entre o governo federal e o Congresso Nacional. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, insiste em manter por decreto a renovação das concessões de distribuição de energia no país. Em oposição, projeto de lei, de autoria do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA), tramita em regime de urgência na Câmara, propondo a regulamentação com base em critérios que priorizam a qualidade do serviço prestado. Bacelar conta com o apoio do presidente da Casa, Arthur Lira.
Dias contados
Embora seja queridinho de Lula, Alexandre Silveira não é unanimidade no Planalto. Seu colega da Casa Civil, Rui Costa, sofre na pele em seu estado, na Bahia, os péssimos serviços da Coelba, empresa do grupo Neoenergia, controlado pela espanholada da Iberdrola. Costa já revelou ser a favor de mais rigor na renovação das concessões de distribuição de energia e defende que a qualidade da prestação do serviço à população seja priorizada. A posição do ex-governador baiano coincide com a do conterrâneo João Carlos Bacelar. Para felicidade do povo baiano, os dias da Coelba estão contados.
O senador Hamilton Mourão e o “pau de arara”
Quem anda todo prosa e com um sorriso maroto pelos corredores do Senado é o atual senador e ex-vice-presidente, Hamilton Mourão, que também é general da reserva. Escanteado por Jair Bolsonaro ainda na metade do governo, não foi convidado para as reuniões golpistas. Sorte a dele. Mourão é uma espécie de Bolsonaro mais evoluído, com terceira grau e um inglês razoável. É difícil que não soubesse nada sobre a conspiração, como vem dizendo à imprensa reiteradamente. Diz, ainda, que na única vez que encontrou com Bolsonaro, depois da eleição, sugeriu que fizesse um discurso reconhecendo a derrota, pedindo que a turma acampada em portas de quartéis fosse para casa e animasse a oposição com um discurso. Um verdadeiro democrata. Não funcionou. Mourão diz que o fim do governo foi melancólico e jogando para a torcida, afirma que o tenente-coronel Mauro Cid foi submetido ao que chama de “pau de arara do século XXI” e por isso se decidiu pela delação premiada. De “pau de arara” ele deve entender.
Mãos lavadas
Enfim surge uma voz na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), cobrando a posição dos colegas sobre o deputado estadual Binho Galinha. O parlamentar é o principal alvo da Operação El Patron, deflagrada pela Polícia Federal (PF), sob suspeita de liderar organização criminosa e financiar o tráfico de drogas e milícias no estado. Após notificação do Ministério Público, o presidente da Assembleia, deputado Adolfo Menezes, lavou as mãos e informou que não é dele a responsabilidade de nomear o Conselho de Ética da Casa.