Mea culpa de Bolsonaro

Explodiu como uma bomba em Brasília, ontem, a declaração do ex-presidente Jair Bolsonaro que, falando em reduto fechado para milicianos e evangélicos do Rio, disse não temer um julgamento justo. É evidente que ele sabe que vai ser condenado à prisão. Fatos, imagens, áudios e depoimentos colocam ele como o mentor principal da tentativa de golpe. O lamentável em todo este episódio é que ele, com o maior cinismo, é incapaz de pedir perdão à população brasileira. Será condenado até julho. 

Recordista em invencibilidade no futebol mundial libera Neymar

O técnico Jorge Jesus está invicto desde que chegou ao futebol árabe. Determinou à direção do Al-Hilal que pode vender Neymar. O episódio atesta que Neymar não está, hoje, na galeria dos craques mundiais, sobrevive no Brasil graças ao dinheiro que gasta com alguns cronistas esportivos do Rio e de São Paulo. Seu passe está colocado à venda por um técnico vitorioso e recordista mundial em invencibilidade.

Se o PL apoiar Bruno Reis, o PSDB vai deixar a coligação

A decisão é do presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, que proibiu os tucanos de se aliar com qualquer partido ou qualquer candidato que tenha apoio dos bolsonaristas. Em Salvador, na Bahia, o PL é insignificante, enquanto o PSDB tem uma história de vitórias. 

Até tu Valdemar?

Não é que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, em depoimento à PF, afirmou que só criticou as eleições “a mando do Bolsonaro”. A situação de Valdemar não é fácil no Judiciário brasileiro. Ele mente e até hoje não justificou porque usa os fundos partidário e eleitoral para sustentar Bolsonaro e Michelle, além de abrigar o casal na sede do partido. Em Brasília, o que se diz é que Valdemar é um “tremendo malandro” e deverá voltar para a cadeia. 

Má avaliação de Jerônimo na Bahia contamina Lula

As pesquisas internas do PT e da oposição cravam que o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, é mal avaliado tanto em Salvador quanto no interior baiano. O mais grave é que essa desilusão atinge duramente o presidente Lula. Ele também já não tem os mesmos números positivos que o levaram à vitória no último pleito. O atual governador da Bahia comete uma série de erros, é equivocado em suas ações administrativas e, o mais grave, virou piada no território baiano.

Wagner quer renovar o PT

Embora vitorioso na política da Bahia, foi o responsável pelo encerramento da era carlista, o senador Jaques Wagner, do PT da Bahia, está preocupado com a renovação política do seu partido não só no território baiano, como em todo o Brasil. Wagner é um dos poucos políticos ouvidos pelo presidente Lula, já que teve sucessos nas suas investidas. Ele sabe que, se depender do atual governador do PT na Bahia, o partido está liquidado.

Prioridade do PT será eleger prefeitos

Tanto Jaques Wagner quanto Rui Costa querem eleger o máximo de prefeitos na Bahia. Os números revelados nacionalmente são estarrecedores. Dos grandes partidos, o PT está em último lugar em número de prefeitos. Na Bahia, o PT sabe que Bruno Reis, o atual prefeito, já está reeleito e não tem jeito. 

A reeleição de Bruno pavimenta eleição de Neto ao governo do estado

O grande beneficiado pela reeleição de Bruno Reais à prefeitura de Salvador, talvez até no 1º turno, será o ex-prefeito ACM Neto. Ele tem uma vantagem: é o político baiano mais bem avaliado nas pesquisas, oscilando entre 70% e 75%. Se o seu adversário for o atual governador da Bahia, ele pode ganhar no 1º turno. 

Festa de Dirceu bombou em Brasília e ele contou com a presença de três ex-mulheres e de sua atual namorada

O assunto no Brasil continua sendo a festa de aniversário do talentoso ex-presidente do PT, ministro-chefe da Casa Civil e deputado federal José Dirceu. A República esteve presente, também o Judiciário, mas o dado curioso é que suas três ex-mulheres estavam presentes e também sua atual namorada, uma jovem bonita, juíza federal em São Paulo. O super Zé é dos amigos do presidente Lula. Dos poucos que Lula ouve.

Governo do PT coloca universidade em crise

As universidades federais estão passando por um intenso processo de sucateamento. Cortes de orçamento, congelamento de reajustes de servidores e ausência de investimento em infraestrutura são alguns dos problemas enfrentados. O reflexo desse sucateamento é evidente em todos os campus universitários do país e é especialmente gritante no campus de São Lázaro da Universidade Federal da Bahia. Este campus abriga a Faculdade de Filosofia e o Instituto de Psicologia e apresenta uma situação peculiar: embora seja reconhecido pela comunidade acadêmica e externa e possua um espaço físico próprio, separado dos demais campus, formalmente não está integrado à estrutura universitária da UFBA. Talvez isso justifique o esquecimento e até mesmo o abandono do espaço: as salas são extremamente quentes, sem ventiladores ou ar-condicionado, os banheiros carecem de papel higiênico ou sabonete, há falta recorrente de água, energia e internet, além de questões estruturais que levaram à interdição de prédios e até mesmo desabamentos. Ademais, a falta de transporte público e de segurança para a comunidade universitária tornam ainda mais desafiadora a participação na vida acadêmica em São Lázaro, não apenas para docentes e estudantes, mas também para técnicos e terceirizados.

Fim de caso

Discretamente, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que é filiado ao PL, está se distanciando do Bolsonarismo, ao contrário de seu correspondente paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). O primeiro sinal foi a ausência na manifestação convocada pelo ex-presidente para o domingo, 25 de fevereiro, na Avenida Paulista, onde Tarcísio marcou ponto. A ausência foi delicadamente comunicada a Bolsonaro. Dizem as más línguas que Bolsonaro não acreditou nas razões. Cláudio Castro está metido em vários rolos policiais-judiciais e quer distância de novos problemas. Sobreviveu no governo do Rio, a ponto de ser reeleito, graças a uma parceria com Bolsonaro, então presidente. Uma parceria, diga-se de passagem, boa para os dois lados. Exemplo: Todas as demandas policiais de Bolsonaro e família no âmbito do estado foram devidamente contidas ou engavetadas. Nesse pacote, segundo fontes que entendem da relação crime-política-etc., está o “Caso Marielle Franco”, que completou seis anos de investigações infrutíferas.

Ouvidos de mercador

Os reclamos do ministro do STF (terrivelmente evangélico), André Mendonça, não têm razão de ser. No Rio de Janeiro, muitos líderes do tráfico de drogas são evangélicos e fazem questão de propagar a crença. Além do mais, o estado tem um histórico lamentável de ataques de intolerância religiosa em comunidades, praticados por traficantes. Até os postes do Rio de Janeiro sabem que há uma convivência, no mínimo amistosa, entre o tráfico de drogas e igrejas evangélicas neopentecostais; e também entre milícias e igrejas neopentecostais. Relações diferentes que por vezes se misturam. O ministro Gilmar Mendes não disse nada de novo ao se referir às narco milícias evangélicas A parceria entre tráfico, milícias e igrejas pentecostais, na periferia do Rio de Janeiro, é, por exemplo, tema estudado, há mais de 20 anos, pela socióloga Christina Vital Cunha, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF).

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