É difícil a situação de Moro

Começou, ontem em Curitiba, o julgamento do senador Sérgio Moro. Para se ter uma ideia, seu cargo está sendo cobiçado pelo PT. A deputada federal Gleisi Hoffmann, presidente do partido, e o deputado federal Zeca Dirceu disputam o cargo. E pensar que Moro foi um dos nomes mais respeitáveis no Brasil. Depois que se envolveu com Bolsonaro, perdeu tudo e pode perder a qualquer momento o mandato. 

Privilégios municipais

A passarela do Grilão. Assim vem sendo chamada a obra pública com a mais rápida execução do BRT de Salvador. O supermercado da rede Hiperideal, do empresário João Gualberto, já abriu as portas e falta muito pouco para ser concluída a ponte para pedestres que atravessa as duas pistas da Avenida Juracy Magalhães Jr, ligando o Itaigara ao Cidade Jardim. Não foi pequeno o investimento que privilegia mais o acesso à nova filial da rede de Grilão que ao bairro. A pergunta que não quer calar: “Foram só recursos públicos que bancaram esse privilégio?”. A comunidade do Cidade do Jardim também está sem entender as perigosas “roubadinhas”, autorizadas pela prefeitura, para facilitar a saída dos clientes do novo estabelecimento.

Em Brasília, a situação da sucessão na Câmara afunila

Em Brasília, o que se falava ontem é que a definição do próximo presidente da Câmara cada dia fica mais difícil. Ninguém mais arrisca nenhum palpite. O quadro embolou e Arthur Lira está preocupado com o seu candidato, o baiano Elmar Nascimento. 

Salvador ao abandono

Ano eleitoral. Não se economiza no asfalto nem na tinta para o meio-fio. Os postes estão sempre acesos. Há a impressão de que a cidade está segura e bem conservada. Ledo engano. Mais adiante a avenida está às escuras. Os cabos de energia foram roubados. O novo abrigo de ônibus está todo dilapidado. Não tem mais cobertura, tampouco os assentos. Estão em ação os chamados “sacizeiros”, dependentes de drogas que financiam o vício com roubos e extração do que tenha algum valor no patrimônio público, a exemplo de cabos de cobre e peças metálicas. Eles são os donos das desertas noites de Salvador. As bissextas rondas policiais não lhes assustam.

Daniel Alves horroriza a Espanha com as festas que tem promovido em sua mansão

Hoje, na Espanha, há um sentimento para que Daniel Alves volte à prisão. Desde que saiu, tem realizado festas homéricas na sua luxuosa mansão e inventado histórias de que a revista Quem teria pago para ele sair da cadeia. As Organizações Globo desmentiram imediatamente. 

Jerônimo prejudica Lula

Deputados federais e estaduais estão assustados com a queda de prestígio de Lula acompanhando a queda do governador Jerônimo Rodrigues. A essa altura do campeonato, Lula está sendo prejudicado e contaminado porque Jerônimo não tem mais a popularidade e credibilidade que o elegeram pela primeira vez governador.

Leão banguelo

A Polícia Militar (PM) tem o caráter ostensivo de se fazer presente e inibir o crime. Na Bahia, a PM está sendo desmoralizada neste seu papel precípuo. Virou um leão banguelo de circo. No Centro Histórico de Salvador, na região onde estão as sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, onde se faz presente sempre uma guarnição policial – não foi nenhum beco -, um casal de turistas foi assaltado por um trio de bandidos. O marido reagiu e levou um tiro a poucos metros dos policiais, que conseguiram prender um dos meliantes. O mais aterrorizante de mais este lamentável episódio criminoso é a irrefreável audácia dos foras da lei, diante da ineficaz ação governamental.

Testemunha ocular

Em 1994, o jornalista Paulo Francis lançou um livro relatando o seu testemunho ocular da história do golpe de 1964: “30 anos esta noite”. Ele viu de dentro e sentiu na pele as consequências do regime de exceção. Foi preso várias vezes. Trabalhara no combativo jornal “Correio da Manhã”, que não resistiu à ditadura e fechou as portas. Também foi um dos fundadores do Pasquim, semanário que tentou levar no humor os “anos de chumbo” e não passou incólume à sisudez dos milicos.

Dia da Mentira

Reza a lenda que o golpe militar de 1964 ocorreria no dia primeiro de abril daquele ano, quando alguém na caserna lembrou de a data não ser apropriada. Era o tradicional dia da mentira. Para não virar pilhéria, antecipou-se então a quartelada, que ganhou as mais diversas alcunhas, “revolução”, “redentora” e aí vai. 

Herança maldita

Já se passaram mais 30 anos desde a publicação do livro de Paulo Francis. O golpe militar de 1964 atingiu a terceira idade, hoje é sexagenário. Em seu libelo, Francis assinala um prejuízo indiscutível causado ao Brasil pela ditadura, que sofremos até hoje: “A pior herança deixada por 1964 foi a despolitização total do nosso povo, uma espécie de névoa que caiu sobre a sociedade civil e arruinou várias gerações que poderiam ter tido líderes políticos, mas não vieram a ter”. Verdade absoluta! 

Jornalista profeta

Paulo Francis acabou se autoexilando em Nova Iorque em 1971 pela dificuldade de trabalhar no Brasil. Na bem-sucedida carreira de correspondente internacional, atuando na Folha de São Paulo, Estadão e Rede Globo, nos anos 1990, ele deu o furo sobre os escândalos da Petrobras 30 anos antes do que seria constatado pela operação Lava Jato. Pagou caro por isso. Acabou sendo vítima fatal do estresse do absurdo processo na justiça americana, movido pelo então presidente da estatal, o famigerado Joel Rennó, que, com a medida, tentou intimidar o intimorato jornalista. O tempo provou que a denúncia de Francis era a mais pura verdade.

Nuvens no horizonte bolsonarista 

Na sua campanha para tornar-se vítima e provar que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, o persegue e é o inimigo a ser combatido, o ex-presidente Jair Bolsonaro vem usando diversas estratégias. A mais recente foi pedir de volta o passaporte, confiscado pelo STF, para uma visita a Israel, a convite do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Bolsonaro já sabia de antemão que o pedido seria negado. É óbvio que a recusa provocou uma onda de solidariedade do bolsonarismo mais radical e delirante nas redes sociais. Essa era a ideia. Bolsonaro está consciente de que na atual conjuntura não ganha nada no STF. Na realidade, a grande preocupação do ex-capitão e seu entorno é a queda de popularidade. Pesquisa recente, do Datafolha na capital paulista, revela que 63% dos eleitores não votam de forma alguma em candidatos indicados por ele. Há outros sinais no horizonte.

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