Barraco na mansão

Barraco na favela para na delegacia ou no posto policial. Mas, quando se trata de desentendimento entre grã-finos, moradores do prédio mais luxuoso de Salvador, se imagina que uma suposta civilidade conduza a questão a um bom termo. Ledo engano. A soberba prevalece. Caros advogados entram em cena e o quiproquó segue para a justiça. É lá onde se trava a briga entre vizinhos do Mansão Wildberger, o endereço mais caro da capital baiana. 

Não tô nem aí

Criador do inovador energético Supercoffee, lançado com sucesso no mercado de suplementos alimentares, o jovem nerd Bruno Lima resolveu fazer uma reforma em seu apê no Mansão Wildberger. Não quis nem saber das regras do condomínio, nem se as obras incomodariam e causariam prejuízos à vizinhança. Acabou sendo acionado na justiça por um casal vizinho. Já existe uma decisão judicial para que seja suspensa a reforma sob multa diária de R$ 10 mil, mas o estudante de engenharia que abandonou a faculdade para empreender não está nem aí.

Soberba invejável

Apesar da decisão desfavorável, o nerd Bruno Lima continua tocando as obras numa soberba e desdém pela justiça de fazer inveja a outros moradores do luxuoso prédio que se pelam de medo quando ouvem falar em ordens judiciais. Não é para menos, muita gente do Mansão Wildberger passou por experiências traumatizantes, como Operação Lava Jato, Operação Faroeste, etc.

Nerd investidor

Os negócios do nerd fortão Bruno Lima não se restringem à empresa Caffeine Army, que produz o famoso Supercoffee, suplemento alimentar que movimenta centenas de milhões de dólares em vendas por ano. O jovem nouveau riche, que tanto incomoda a sua milionária vizinhança com a interminável reforma de seu apê no Mansão Wildberger, diversifica seus investimentos e está apostando no mercado imobiliário. Parece até que andou consultando um vizinho que, assim como ele, não é “queridinho” dos condôminos: o antipático Grilão João Gualberto. O alvo da nova investida do nerd fortão Bruno Lima é Trancoso, em Porto Seguro. Grilão e sua trupe de neo-incorporadores, entre eles, o ex-prefeito ACM Neto, já andam ciscando oportunidades no charmoso vilarejo.

Os Caymmis contra o Axé no mundo musical baiano

Não só o pai, o inesquecível Dorival, como seus filhos e filhas jamais cantam axé. Todos eles nunca cantaram porque acham que não é a música da Bahia. Eles acreditam que a música baiana é de Dorival Caymmi, João Gilberto, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Raul Seixas, sem se falar nos fundadores e criadores do trio elétrico Dodô, Osmar e Armandinho, Moraes Moreira, e conjuntos baianos que são inesquecíveis hoje no Rio como a Cor do Sol. Por isso os Caymmis não cantam Axé, este atual, onde a cultura baiana não é encontrada. 

Multa de milhões está preocupando o PL

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou esta semana que tem uma multa de mais de R$ 20 milhões que ele tem que pagar e o TSE bloqueou os recursos, por isso, ele não quer, em hipótese nenhuma, se envolver nas novas questões do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Lente de aumento

Com base na mesma finalidade pela qual o afastou de suas funções, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) deveria analisar e, se for o caso, revisar as decisões proferidas pelo juiz Antônio Mônaco Neto nos últimos anos. O magistrado esteve lotado na 3ª Vara de Família de Salvador, instância que trata de temas extremamente delicados, envolvendo crianças e adolescentes. Seria de bom-tom observar com lente de aumento os atos pretéritos dele. 

Aos amigos tudo

Sobre o juiz Antônio Mônaco Neto pesam as acusações de intervir em um processo disciplinar contra uma ex-assessora e de intimidar testemunhas. Chegou a constranger e amedrontar a ex-mulher de um amigo, alegando que ela corria o risco de ser assassinada pelo ex-companheiro. O magistrado não mede esforços para agradar aliados e tornar um inferno a vida dos desafetos – ou simples desconhecidos, partes sem faces identificáveis nos processos que julgava. 

Aos inimigos a lei

O estrago causado pelas atitudes que motivaram o afastamento de Mônaco Neto é previsível e se multiplica em efeito cascata sobre a Corte, sobretudo porque uma avaliação irrazoável de um magistrado, dificilmente, seria revista pelo colegiado, que, na maioria das vezes, segue o relator da matéria. Há situações em que fica evidente a falta de critério e de atenção mínima à apreciação das peças, pelas iniquidades que ele perpetuou e legalizou, no espaço de poder que deveria ser o bastião da Justiça.

FBI autoriza PF a ir às cidades norte-americanas onde Bolsonaro vendeu as joias

A Polícia Federal já está fazendo uma comissão sua que vai aos Estados Unidos, nas cidades onde Bolsonaro vendeu as joias que recebeu de presente dos árabes. Há quem afirme que este episódio pode decretar a prisão de Bolsonaro, talvez inicialmente a domiciliar. 

Ainda favorito

O deputado federal Elmar Nascimento continua no jogo e fortalecido. Engana-se quem pensou que o voto dele pela não prisão do colega Chiquinho Brazão tirou-lhe o favoritismo na disputa pela presidência da Câmara Federal no ano que vem. Parafraseando Tom Jobim, o Congresso Nacional não é para principiantes. Em sua terceira legislatura federal, o baiano de Campo Formoso sabe onde pisa. Tem plena consciência do corporativismo entre os pares. A votação favorável à validação do encarceramento de Brazão não teve maioria por convicção, mas pelo temor da opinião pública. Elmar preferiu ficar estrategicamente do lado da corporação. A referência parlamentar em quem se mira é o deputado Luiz Eduardo Magalhães, que votou contra o impeachment do presidente Fernando Collor em desacordo com a maioria. Nem por isso deixou de eleger-se presidente da Câmara Federal depois.

Quem diria hein? Moro, Dallagnol e Hardt acusados de um roubo de R$ 2,5 milhões da Operação Lava Jato

Explodiu como uma bomba, ontem em Brasília, a informação do Conselho Nacional de Justiça de que Sergio Moro, Deltan Dallagnol e Gabriela Hardt roubaram R$ 2,5 milhões na Operação Lava Jato. Ela já foi denunciada mais uma vez. E pensar que ela exigia pagamentos cash para liberar os presos da Lava Jato. Os três vão ter que devolver tudo com juros e correção monetária. 

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