A condução da Segurança Pública no estado do Rio de Janeiro continua trágica, embora em muitos momentos pareça uma piada de mal gosto. Um bom exemplo é a posse do novo secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, na última quarta-feira (25/04). Ele substituiu o também coronel, Luiz Henrique Marinho Pires. Até os postes da avenida Rio Branco sabem que Pires caiu por pressões externas, das tais “forças terríveis” às quais se referia o presidente Jânio Quadros (1917-1992). Tudo indica que o secretário de Segurança Victor César Santos não pretendia demitir o chefe da PM, mas foi obrigado a fazer o trabalho sujo. Visivelmente constrangido, Victor César Santos pediu desculpas ao demitido, em seu discurso durante a posse do novo dono do cargo. Algo nunca visto em solenidades semelhantes. Santos deixou claro que não engoliu a intervenção. O governador Cláudio Castro, que pode ser cassado e já vendeu mais de 100% da alma ao diabo, buscando salvação, fez cara de paisagem. Resta saber que forças tão poderosas são essas que conseguiram derrubar o ocupante de um dos cargos mais estratégicos da Segurança do estado, à revelia do secretário. O Rio de Janeiro continua inovando e surpreendendo.
Não adianta lobby. Nem os franceses, nem os árabes querem mais Neymar
Ontem, o Paris Saint-Germain informou que não tem interesse na permanência do jogador brasileiro Neymar. Anteriormente, o clube Al Hilal já o tinha dispensado. O mais grave é que até agora nenhum clube se interessa por Neymar. Ele anuncia que voltará ao Santos.
Republicanos, PSD, PSB e PT vão decidir sucessão na Câmara Federal
Ontem em Brasília, ninguém tinha dúvidas que o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, com apoio do PT, pode ser o presidente da Câmara Federal em janeiro do próximo ano. O PT vai acompanhar essa coligação, porque, afinal de contas, ela já sai com 260 parlamentares.
Na Bahia, vereador em Salvador vai ter que ter no mínimo 8 mil votos e para deputado federal 100 mil
Esses são os números que os políticos baianos estão avaliando para a sucessão municipal e estadual. Um deputado federal tem que ter no mínimo 100 mil votos independente de partido, porque 100 mil mais 100 mil é igual a 200 mil e essa soma elege um federal.
Feriados, recesso e eleições municipais paralisam o Congresso Nacional
Há um consenso já em Brasília de que esses feriados, o recesso parlamentar e as eleições municipais vão paralisar o Congresso Nacional até o final do ano. Quem falar ao contrário está mentindo.
Tabata Amaral: a revelação em São Paulo
Em todas as pesquisas um fato é preponderante: a deputada federal Tabata Amaral do PSB é quem mais tem crescido. Além de extremamente competente, ela tem um handicap: é a namorada do prefeito mais bem avaliado do Brasil que é João Campos, de Recife. Se tiver o apoio da ministra Simone Tebet, do MDB, vai complicar a sucessão paulista, principalmente quando começarem os debates. Extremamente culta e preparada, ela vai dar trabalho.
Alckmin pode decidir a eleição municipal em São Paulo
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento Geraldo Alckmin é peça importantíssima para decidir a eleição municipal em São Paulo. Ela apoia Tabata Amaral e ele tem uma força eleitoral das mais expressivas. É a esposa, Lu Alckmin, que tem um prestígio enorme na comunidade católica de São Paulo. Pedra 90 para decidir uma eleição na capital paulista.
Caiado apoia Bolsonaro e Bolsonaro não apoia Caiado
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, declara publicamente seu apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ocorre que a recíproca não é verdadeira. O candidato de Bolsonaro à sucessão presidencial é o governador de São Paulo Tarcisio de Freitas.
Feriadão
Com o dia do trabalho na quarta-feira, o governo tem pela frente dezesseis dias para tentar reverter a tendência de derrubada dos vetos do orçamento. É que o Congresso Nacional só volta a ter sessão deliberativa na semana pós-feriado.
Deputados baianos não decidiram em quem votarão para presidente da Câmara
Nenhum dos integrantes da bancada da Bahia afirma categoricamente em quem vai votar nas eleições presidenciais da Câmara no próximo ano. Tem um pequeno grupo que está com Elmar Nascimento, outro com Antônio Brito e o PT em cima do muro.
Sarney 94 I
Ele foi o primeiro deputado federal a se mudar para Brasília, a Novacap. Chegou à capital federal, quando tudo era pó e construção, para continuar exercendo o seu primeiro mandato, conquistado nas eleições de 1958. Vindo do Maranhão, o Planalto Central se revelou terra fértil para a longeva e vitoriosa carreira política em que se acumulam mandatos de deputado, governador, senador e presidente da República.
Sarney 94 II
Na última quarta-feira, aquele que foi batizado como José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, em Pinheiro, no Maranhão, teve os 94 anos de idade comemorados com as glórias conquistadas na política por José Sarney, o nome que adotaria para escrever seu nome na história brasileira. O palco da celebração natalina não poderia ser outro senão Brasília, onde viveu mais da metade da vida e a cidade que ele considera o “berço da democracia brasileira”.