Esta era a pergunta que circulava ontem por Brasília, já que as gravações encontradas nos telefones dos ex-proprietários do Banco Master são claras e mostram diálogos criminosos. Nem a Polícia Federal, nem a Procuradoria-Geral da República, nem o STF chamaram a família de Wagner ou de Rui para prestar depoimento. Até Lulinha, envolvido no escândalo do INSS, continua no exterior e, até hoje, não foi chamado para depor. Já os chamados inimigos do governo sofrem um verdadeiro massacre e são mostrados pelas televisões sendo conduzidos pela Polícia Federal.
Ninguém tem dúvidas: Neto fica com Ronaldo Caiado
O candidato do União Brasil ao governo da Bahia, ACM Neto, vai apoiar o amigo Ronaldo Caiado, candidato do PSD à sucessão presidencial. Já garante que Caiado vá à Bahia acompanhado de seu vice, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
João Roma vai levar à Bahia o seu candidato, Flávio Bolsonaro
O candidato do PL da Bahia ao Senado na chapa de Neto, João Roma, vai levar à capital baiana e a algumas cidades do interior o seu candidato à sucessão presidencial, o senador do PL Flávio Bolsonaro.
Não é o pai, mas sim o filho que está envolvido no escândalo da Americanas
É Paulo Alberto Lemann e não o pai, Jorge Paulo Lemann, que tem contas a prestar no escândalo das Lojas Americanas. A Justiça bloqueou R$ 54 bilhões na tentativa de cobrir o prejuízo, já que, além de Paulo Alberto, também Beto Sicupira é outro envolvido.
Deputado baiano quer CPI e encontra resistência
O deputado federal do PL da Bahia João Bacellar foi o primeiro a pedir a abertura de uma CPI na Câmara. O lobby da Americanas foi forte e conquistou os deputados, que inviabilizaram a CPI, mas ela vai voltar, já que o escândalo explode e tem muitos detalhes envolvendo políticos de Brasília.
Tarifaço dos Estados Unidos será mantido
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, comunicou ao senador Flávio Bolsonaro que o tarifaço sobre produtos do Brasil será mantido. Não adianta o governo brasileiro ficar afirmando que mantém gestões. Não tem volta.
Líder do PSB condena Wagner
A deputada federal do PSB de São Paulo Tabata Amaral declarou: “A saída de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado é acertada. As suspeitas são graves”.
Novas e graves denúncias complicam Wagner, Rui e o ministro Alexandre Silveira
Em Brasília, foi quase que uma explosão esta semana. Também em São Paulo e no Rio de Janeiro, quando o jornalista Alvaro Gribel denunciou que o banqueiro Daniel Vorcaro revelou a ele, no último mês de agosto, que o ex-ministro-chefe da Casa Civil Rui Costa, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner estavam colaborando com ele para a compra do Banco Master. Os detalhes revelados pelo jornalista explodiram como uma bomba logo após Wagner deixar Brasília. A coisa está complicada.
A dupla que saiu do polo petroquímico e enriqueceu na política da Bahia
Jaques Wagner e Rui Costa se conheceram no polo petroquímico de Camaçari. Faziam política sindical e, através dela, foram chegando à política partidária. Wagner casou, pela primeira vez, com uma ex-deputada estadual e Rui começou também na sombra dele na política partidária. O sucesso foi tamanho que, ao chegar ao governo, Wagner convocou Rui e também o levou a ser governador da Bahia. A partir daí, a dupla ficou milionária.
Investimentos em imóveis e fazendas
Tanto Jaques Wagner quanto Rui Costa são ricos empresários e aplicam, principalmente, no setor imobiliário, tanto na capital quanto no interior do estado. Para se ter uma ideia, há quem afirme que os dois, que moram nos bairros mais chiques de Salvador, possuem fazendas e investimentos milionários no interior da Bahia e aplicações financeiras multimilionárias.
Entre as 20 melhores universidades da América Latina, o Brasil tem duas, mas a Argentina lidera
A Universidade de Buenos Aires é a melhor, por isso é líder. A USP, em São Paulo, e a Pontifícia Universidade Católica do Rio são as únicas duas brasileiras.
Wagner chegou e saiu de Brasília sem ninguém ver
Na quarta-feira, o senador Jaques Wagner chegou a Brasília sem ninguém ver. Teve encontros com o presidente do Congresso Nacional, o senador Davi Alcolumbre, secretamente. De lá saiu e foi ao Palácio da Alvorada, onde ninguém o viu entrar. Saiu e ninguém viu. Foi para o aeroporto e voltou para a Bahia sem ninguém ver a cor de sua roupa. Um detalhe curioso é que a segurança pessoal dele se redobrou.