Na Faria Lima, a notícia que circula é que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) só não pagou os cerca de 1,6 milhão de investidores de CDBs do Banco Master porque a Febraban, liderada por Isaac Sidney, está tentando empurrar a conta de R$ 41 bilhões, a ser rateada principalmente por Bradesco, Itaú, Santander, Caixa e Banco do Brasil para o Tesouro Nacional. Em um país onde a realidade supera a ficção, tudo é possível. Vale lembrar que Isaac fazia parte do escritório que assessorou e avalizou a entrada do controlador do Master no mercado.
Bomba de fragmentação
Na última semana útil do ano, a expectativa é que aconteça a maior operação policial da história da Faria Lima. Segundo informações obtidas por este blog, o alvo central da operação seria o fundo Hans 95, que dispensa apresentações.
Luz para o bolso
Após receber dezenas de milhões de reais dos italianos para evitar a cassação da problemática Enel, o ministro das Minas e Energia e o presidente Lula tentam culpar o governador Tarcísio pela falta de luz, causada pelos fortíssimos temporais da semana passada. Em período eleitoral, vale tudo. Até porque a maioria dos eleitores do PT de São Paulo até hoje não entendeu que a concessão da Enel é de competência exclusiva do Governo Federal, comandado por Lula e Silveira.
Prefeituras viram comitês eleitorais e drenam milhões para campanhas de ex-prefeitos na Bahia
Uso da máquina pública inflaciona eleições, sufoca candidaturas independentes e ameaça a democracia no estado. Prefeituras de diversos municípios da Bahia vêm sendo utilizadas, na prática, como comitês eleitorais informais para impulsionar campanhas de ex-prefeitos que se preparam para disputar vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal em 2026. A prática drena recursos públicos, distorce a concorrência eleitoral e coloca em risco a lisura do processo democrático. Após deixarem o cargo, ex-prefeitos elegem seus sucessores e mantêm influência direta sobre as gestões municipais, passando a utilizar contratos, cargos comissionados, eventos oficiais, inaugurações e serviços públicos como instrumentos de promoção político-eleitoral.
Disputa inflacionada e desigual
Embora não apareçam formalmente nas prestações de contas de campanha, milhões de reais circulam de forma indireta, tornando a disputa artificialmente inflacionada. Candidaturas sem acesso à máquina pública simplesmente não conseguem competir. “Não dá para concorrer. O jogo é completamente desigual”, afirma a suplente de deputada estadual e pré-candidata Katia Bacelar, que denuncia o avanço desse modelo na Bahia.
Risco jurídico e alerta legal
Segundo Katia Bacelar, o problema vai além da disputa política: “Como estudante de Direito e plenamente ciente das normas que regem a Administração Pública, é impossível ignorar o risco jurídico dessas práticas. O uso da máquina pública para fins eleitorais viola princípios constitucionais como legalidade, moralidade e impessoalidade, podendo configurar improbidade administrativa e abuso de poder político”. Especialistas reforçam que tais condutas podem resultar em sanções eleitorais e administrativas, incluindo inelegibilidade e cassação de mandatos, caso comprovado o desvio de finalidade.
Democracia sob ameaça
Sem atuação preventiva dos órgãos de controle, as eleições de 2026 correm o risco de serem profundamente desequilibradas. Quando as prefeituras deixam de servir ao interesse público para atender projetos pessoais de poder, a democracia é diretamente afetada. A máquina pública não pertence a grupos políticos — pertence ao povo. A pergunta que permanece é direta: quem vai frear o uso indevido da máquina pública antes que eleições justas se tornem inviáveis na Bahia?
Amin vai manter o PL da Dosimetria
O relator do PL da Dosimetria, o senador do PP de Santa Catarina, Esperidião Amin, já informou que vai manter o texto original do PL da Dosimetria. Com isso, ele deixa clara a sua amizade com o ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem precisa de apoio, já que Amin vai ser candidato à reeleição. O seu inimigo mais ferrenho é Carlos Bolsonaro, que está ganhando em todas as pesquisas em Santa Catarina.
Liberação da Magnitsky de Alexandre de Moraes foi um tiro no coração do bolsonarismo
Ontem, quando o governo norte-americano liberou o ministro do Supremo Alexandre de Moraes das medidas punitivas que tinha adotado, o silêncio tomou conta do bolsonarismo. Foi um tiro no peito, afinal de contas, Alexandre de Moraes está se cristalizando a cada dia como uma das figuras do judiciário brasileiro de maior prestígio, embora tenha também os seus inimigos, principalmente os bolsonaristas.
A Colômbia é o primeiro país a oferecer asilo político ao ditador da Venezuela
Ontem, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, declarou que dará asilo ao ditador Maduro. Com isso, se confirma uma tese: os Estados Unidos, a qualquer momento, invadem o belo país venezuelano. Os parentes do ditador já estão sendo caçados — são os sobrinhos e até um filho, que mexem com drogas.
Otto vai tentar derrubar o PL na CCJ
O senador e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar, já antecipou que fará tudo para derrubar o PL. Não será fácil, mas em Brasília tudo é possível.
Lula quer vingança
O presidente Lula já antecipou que, quando o PL chegar em suas mãos, ele vai vetar o capítulo que beneficia o seu inimigo, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ocorre que, com isso, o texto volta para a Câmara e ali já está certo que o veto será derrubado. É uma briga que não enaltece ninguém. Lula ainda não entendeu a liturgia do cargo de presidente da República.